[[legacy_image_265142]] As obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) já consumiram R\$ 83 milhões desde setembro de 2020, quando os serviços foram iniciados no trecho que ligará a Linha 1 (Barreiros-Porto) ao Terminal Valongo. O percentual concluído até o momento é de 35,20%. As informações são do Governo do Estado, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Os investimentos foram feitos pela Álya Construtora, responsável pelas intervenções, nome adotado pela construtora Queiroz Galvão desde abril do ano passado. O contrato com a empresa foi assinado em 6 de julho de 2020 pelo então governador João Doria. Pouco mais de dois meses e meio depois, em 24 de setembro, Doria firmou a ordem de serviço. Segundo os compromissos assinados na época, a previsão inicial de aporte necessário era de R\$ 217,7 milhões para toda a obra. De acordo com a EMTU, os valores demandados para a finalização (ou seja, os 64,80% restantes) da segunda fase do VLT serão publicados após a formalização de um aditivo contratual, ainda com trâmite em análise. Conforme planilha da EMTU, o investimento previsto para este ano nas obras do Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista é de R\$ 193,3 milhões. No primeiro trimestre deste ano, aplicaram-se cerca de R\$ 15,9 milhões, 8,24% a mais do que no mesmo período de 2022. Prazos Descumprir prazos tem sido uma praxe durante a obra da segunda fase do VLT. Se a previsão inicial de entrega, que era de 30 meses, tivesse sido rigorosamente respeitada, o serviço teria terminado em março. E ainda havia a possibilidade de isso ter acontecido no fim do ano passado. Na edição de 11 de dezembro, A Tribuna abordou o assunto, noticiando que a EMTU já admitia rever essas datas de conclusão “para serem adequadas às novas intercorrências surgidas no decorrer das obras”. E, em 17 de março, a nova data de conclusão foi apresentada pela empresa em reunião com o prefeito Rogério Santos (PSDB), no Paço Municipal: julho de 2024. Se dependesse da vontade declarada do prefeito, a data ideal seria em seis meses antes, em janeiro. Na ocasião, também foi definido o prazo para a obra acabar na Rua Campos Mello, no Macuco: julho deste ano. O local foi o mais prejudicado, porque trechos foram refeitos mais de uma vez, causando indignação de moradores e comerciantes. Postes e quedas de energia Os problemas mais recentes apontados foram na colocação de postes ao longo da Campos Mello, além de reclamações como quedas de energia sem aviso prévio. Quatro dos 64 postes instalados pela CPFL serão realocados por terem sido colocados muito perto do acesso às garagens de imóveis. Os demais 25 serão afixados até o final de julho. No total, são previstos 89 postes — um a cada 20 metros, podendo chegar à distância máxima de 25 metros entre eles. O espaçamento é determinado pelo projeto de infraestrutura de via aérea do trecho Conselheiro Nébias-Valongo, que leva em conta a carga prevista para movimentar o VLT e o uso compartilhado pela concessionária CPFL. A infraestrutura, de acordo com a EMTU, não representa risco. “Ressaltamos que todas as interferências são mapeadas de acordo com projetos disponibilizados pela Prefeitura e pelas concessionárias de energia elétrica, gás e telefonia. A Álya Construtora comunica as ações com a antecedência necessária por meio de comunicados físicos e eletrônicos, detalhando as ações previstas e as datas de início e término dos trabalhos”, disse a EMTU, em nota. Desapropriações Até o momento foram desapropriados 32 imóveis e pagos cerca de R\$ 29 milhões em desapropriações relacionadas às obras da segunda fase do VLT, no Centro de Santos. Outros sete estão em processo de aquisição pelo Estado para obras complementares com valor estimado em R\$ 4 milhões. O tema foi abordado na edição de A Tribuna de 20 de abril. A desapropriação adicional foi necessária para aumentar as dimensões das calçadas entre as estações Xavier Pinheiro e Universidades I e o alinhamento predial dos lotes na Rua Campos Melo, melhorando a situação urbanística local, conforme plano apresentado pela Prefeitura. Dados A segunda fase do VLT vai beneficiar 35 mil pessoas por dia, de acordo com cálculos da EMTU. Serão oito quilômetros de extensão, com 12 estações perto de locais de interesse público como Mercado Municipal, Poupatempo e Terminal Valongo. Terceira fase No terceiro trecho do VLT (Barreiros-Samaritá), com editais de licitação a serem publicados, estão previstas obras em dois lotes. O primeiro inclui a reforma da Ponte A Tribuna (dos Barreiros). O outro edital para serviços é referente à ligação Barreiros-Samaritá.