[[legacy_image_15747]] Praia, sol e água de coco geladinha. Ficou com vontade? Infelizmente, por conta do coronavírus e da quarentena, esses hábitos que fazem parte da rotina de muitos estão suspensos. Para quem vive do comércio na orla também não tem sido nada fácil, que o diga José Costa dos Santos, o Zé do Coco. O empresário diz ter sofrido nas primeiras semanas para equilibrar as contas, mas se organizou e garante que vai passar a crise. A principal fonte de receita neste período vem do delivery. Algo que, segundo ele, já era pedido por muitos clientes. “Nunca tivemos interesse por esse trabalho, mas descobri na crise que é uma grande opção, principalmente para atender aos que não podem sair, que são de idade e precisam de água de coco”. As informações quanto aos preços e promoções começaram a ser divulgadas nas redes sociais, onde é seguido por muitos clientes e, com o tempo, o número de pedidos passou a aumentar. As vendas têm sido realizadas por WhatsApp, das 7h às 18h, de domingo a domingo. O empresário sabe e os números comprovam, que o maior volume de vendas ocorre na praia, como opção de hidratação de banhistas, turistas e esportistas. Durante a semana, são vendidos cerca de 1 mil cocos por dia, enquanto aos domingos são comercializados cerca de 3 mil unidades. Agora, na semana, são vendidos algo em torno de 1 mil cocos. A queda nas vendas o fez reduzir o quadro de funcionários, de 10 para três – desses também diminuiu a carga horária. Medidas, segundo ele, para manter as contas em dia e o negócio saudável. Nesse momento, o empenho da família tem sido fundamental. “Minhas duas filhas trabalham junto com meus dois genros, que saem para fazer as entregas”. Zé do Coco entende que a pandemia é passageira e pretende recontratar os funcionários assim que a crise passar. “Não tinha outra saída. Também não vou ficar de braços cruzados e reclamando da vida. Vou à luta, como sempre foi”.