Além das 1.024 unidades habitacionais, projeto prevê 18 espaços comerciais, faixa de renovação urbana e abertura de novas vias (Alexsander Ferraz/AT) A construção do Conjunto Habitacional Multifamiliar Estradão, apontado pela Prefeitura de Santos como um dos maiores projetos habitacionais da cidade, avançou para uma nova etapa do processo licitatório. A Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab-ST) concluiu a análise da proposta técnica da empresa participante da Concorrência Internacional nº 009/2026 e marcou para terça-feira (9), às 10h, a sessão para divulgação do julgamento técnico e abertura dos envelopes de proposta de preço e habilitação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O empreendimento será implantado na Avenida Afonso Schmidt, nº 471, no bairro Areia Branca, na Zona Noroeste, e contará com 1.024 unidades habitacionais, 18 espaços comerciais, faixa de renovação urbana e abertura de novas vias. Segundo o secretário municipal de Governo, Fábio Ferraz, o projeto integra o programa Santos Mais e está diretamente relacionado às intervenções de macrodrenagem previstas para a cidade. “É um programa bastante emblemático, realmente um dos maiores. Mas, sobretudo, ele tem uma outra inserção. Ele está envolvido dentro do programa Santos Mais”, afirmou. De acordo com o secretário, a construção das moradias está ligada às obras das estações elevatórias que serão implantadas na Zona Noroeste para reduzir os alagamentos. Como parte dessas intervenções, famílias que vivem em áreas de ocupação irregular deverão ser reassentadas. “As palafitas precisam sair de lá de forma definitiva. A nossa ideia é justamente conseguir equacionar junto com a lógica do Parque Palafitas essa mudança dessas famílias”, explicou. Ferraz destacou ainda que o empreendimento faz parte do processo de urbanização da região conhecida como Dique da Vila Gilda. “Ele tem realmente esse grande apelo de não só ser um projeto habitacional dos maiores que nós já tivemos na cidade, numa ação só, mas também essa pegada de realmente fazer a transferência dessas famílias que estão nas palafitas e, portanto, trazendo dignidade para elas.” Investimento e cronograma O valor estimado da licitação é de pouco mais de R\$ 236 milhões. Os recursos fazem parte do financiamento obtido pelo município junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), dentro do programa Santos Mais. Segundo Ferraz, a expectativa é que a licitação seja concluída ainda neste mês, caso não haja recursos ou contestações entre as empresas participantes. “Tivemos a primeira parte tranquila, sem nenhuma surpresa. A expectativa é que no dia 10 de junho a gente já tenha o vencedor dessa concorrência.” Após a definição da vencedora, serão realizadas a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço. O prazo previsto para execução das obras é de 28 meses, contados a partir da autorização para início dos trabalhos. “Se não tiver nenhuma contestação, nenhuma briga entre as empresas, até o final de junho a gente dá a ordem de serviço. E aí pode nos cobrar o prazo de 28 meses para a conclusão dessa intervenção”, disse. Área foi escolhida por ter fácil acesso e infraestrutura De acordo com a Prefeitura, o conjunto habitacional será implantado em uma área já pertencente ao município. Atualmente, o terreno é utilizado como estacionamento de caminhões e também serve de apoio para carros alegóricos das escolas de samba durante o Carnaval. O secretário Fábio Ferraz afirma que a localização foi escolhida por oferecer acesso facilitado e infraestrutura urbana já consolidada. “O conjunto habitacional fica bem próximo da Nossa Senhora de Fátima com a confluência da Haroldo de Camargo. Portanto, um local de fácil acesso”. Ele acrescenta que a região já possui estrutura de saneamento e receberá outros equipamentos públicos importantes nos próximos anos, como a nova escola municipal e o futuro hospital pediátrico. Famílias beneficiadas Segundo Ferraz, a Prefeitura já possui um levantamento das famílias que deverão ocupar os imóveis, embora o cadastro ainda possa sofrer alterações até a conclusão do empreendimento. “Não é uma demanda totalmente fechada nesse momento. Até a gente ter de fato a conclusão, portanto, 28 meses, a vida das famílias muda”. Apesar disso, a Administração Municipal estima que pouco mais de mil famílias deverão ser atendidas pelo novo conjunto habitacional.