[[legacy_image_200287]] Os bairros Centro, Valongo e Paquetá, em Santos, não terão cobrança de estacionamento rotativo pago de veículos, a Zona Azul, aos sábados. A medida foi publicada em decreto no Diário Oficial desta terça-feira (16). A ideia é trazer mais movimento para o comércio e o turismo na região. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ideia foi apresentada pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) a comerciantes e empresários ao Centro Histórico na segunda-feira (15), quando foram anunciadas diversas obras de revitalização para a região central. A medida vale para vagas de estacionamento em vias públicas dos três bairros. Ela foi instituída através do decreto nº 9.785 e já está em vigor. A intenção é de que as vagas sem cobrança sejam usadas por pessoas que desejam fazer compras no Centro e turistas. De acordo com a Prefeitura de Santos, os três bairros somam 925 vagas de estacionamento no modelo da Zona Azul. Dessas, 72 são reservadas a idosos credenciados. Não há cobrança para pessoas com deficiência (PCD). A Administração explica que, em relação às vagas especiais para idosos e PCDs, mesmo com a gratuidade aos sábados, não há mudança na regulamentação para uso. "Portanto, esses espaços só podem ser ocupados mediante a exposição no vidro dianteiro do veículo da devida credencial, assim como também ocorre nas demais vias sem zona azul. A fiscalização será mantida". Vai movimentar o comércio?A Tribuna conversou com comerciantes no Centro de Santos, que opinaram sobre a proposta. Para Vanessa Lima Broglia, de 42 anos, gerente de uma loja de roupas, a retirada da Zona Azul aos sábados é algo positivo, pois deve simplificar a vida de quem deseja estacionar. "Antes tinha ponto de venda fixa (para a Zona Azul) e agora é (por) aplicativo. Tem muita gente que não tem a percepção de como usa o app, e as vezes (isso) acaba inibindo (a vinda). Estão implementando bastante pontos turísticos (no Centro). Tem lojas que estão aumentando o fluxo, devido as atrações que estão trazendo", analisa. O também comerciante Odair Pereira, de 48 anos, dono de uma loja de variedades, acredita que a medida não surta efeito devido ao menor tempo de abertura dos comércios no sábado - geralmente até às 14h. "É muito pouco tempo. No sábado, é bem fraco o movimento, não é a Zona Azul que vai resolver. É preciso outros tipos de projetos. Só isso não ajuda", comenta Pereira.