[[legacy_image_315619]] A Defesa Civil aguarda por um verão atípico com chuvas acima da média, tempestades, ondas de calor e fortes ventanias em Santos. As mudanças de tempo foram debatidas e estudadas para o começo do anual Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que será iniciado nesta sexta-feira (1º) e acaba até dia 30 de abril. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O plano que é feito, concebido e operado em conjunto com a Defesa Civil Estadual entra em vigor durante o período do verão, que é marcado por chuvas fortes no Brasil, com destaque para os meses de março e, em Santos, abril. Porém, por influência do fenômeno El Niño, a estação terá uma atenção especial neste ano. Enquanto o PPDC estiver em vigor, as visitas e orientações da Defesa Civil serão intensificadas nas 26 áreas de risco nos morros de Santos - são 24 áreas na área insular e duas na continental - em cerca de 11.200 moradias em áreas de risco, sendo que 4.500 estão em locais considerados de altos riscos. A informação foi concedida pelo coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias: “Em Santos, até por um registro histórico de problema no mês, a gente estende (o plano) até 30 de abril. Servidores das demais secretarias se voluntariam a fazer parte aqui do nosso contingente nesse período sem abandonar as funções deles. Eles são mobilizados quando necessário ou eventualmente tiram algum plantão aqui para reforçar nossas equipes”, comenta. Atualmente, a equipe da Defesa Civil possui cerca de 40 colaboradores e, após a portaria ser publicada, outros 150 servidores públicos ficarão à disposição do órgão para quando for necessário. Os servidores voluntários, que são devidamente capacitados, terão uma gratificação remunerada ao fim do período. Durante o ano todo, boletins meteorológicos são enviados da Defesa Civil Estadual para as municipais uma vez por dia. Mas, durante o PPDC, a frequência aumenta para dois e extraordinários, caso seja necessário. “Durante o ano todo, a gente já trabalhou em conjunto com as prefeituras regionais, secretaria de serviços públicos (Seserp) e secretaria de subprefeituras para deixar a cidade melhor preparada para enfrentar as chuvas”. Serviços como a limpeza de drenagem nos morros, canaletas de drenagem, galerias de drenagem e execução de obras foram realizados durante o ano, afirma Onias, garantindo que houve um planejamento para diminuir parte do risco e mitigar as consequências do período de chuvas. Onias explica que se ficará monitorando a chuva e os impactos no solo. “A Defesa Civil Estadual já promoveu reuniões, nós já tivemos em São Paulo, onde os meteorologistas deram prognóstico para esse verão. A preocupação é que seja um El Niño forte e eles alertam que o planeta está quente, então a gente pode esperar fenômenos como os que já vêm ocorrendo desde alguns meses atrás”. Tempestades e calorOs dias serão quentes, mas os fins de tarde e começos de noite estão com previsão de chuvas acima da média e irregulares. “Pode haver períodos de bloqueios atmosféricos, essas zonas de alta pressão e temperatura muito alta. Em alguns dias, depois, a chuva vem de uma vez só, de forma muito intensa, com tempestades, raios e ventos fortes”, informa Onias. “O verão é uma preocupação”, diz o coordenador da Defesa Civil, relatando que o cenário é pessimista por conta do El Niño. “Esse plano preventivo é voltado mais para escorregamento, que é um problema sério no país, o tipo de desastre natural que mais causa vítimas”. Quando procurar a Defesa Civil? O coordenador também informa que os moradores de áreas de risco devem acompanhar os alertas e previsões meteorológicas em tempo real para se preparar para eventos mais severos. Por isso, há orientação de que a população se cadastre para receber avisos pelo celular, mandando mensagem por SMS para o número 40199 e informando o CEP. “É bom as pessoas tomarem os cuidados, agirem de forma preventiva, não cortando vegetação sem orientação, não fazendo obras sem consultar a Prefeitura e observarem aqueles sinais de escorregamento que sempre há antes de algo ocorrer. Olhar se há uma trinca no solo, no piso da casa, na parede da casa ou dos morros”, cita. O especialista também pede atenção ao surgimento de uma água mais barrenta, que é sinal de que o solo está saturado, desníveis no solo e postes ou árvores que começam a inclinar. “O que é sinal de que a qualquer momento vai começar um processo de mobilização do solo”. Diante desses sinais, a recomendação é entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.