[[legacy_image_309910]] Uma forma de oferecer especialidades médicas em todas as unidades de saúde de Santos. Esse é o resumo do secretário municipal de Saúde, Adriano Catapreta, para a chegada da telemedicina nos equipamentos públicos da Cidade. Os serviços foram regulamentados e publicados no Diário Oficial de segunda-feira (6), por meio de um decreto que entrará em vigor 30 dias após a publicação — no início de dezembro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O Decreto 10.235 regulamenta a Lei 4.204, também deste ano, que dispõe sobre a prática da telessaúde. O serviço consiste na prestação, a distância, de serviços relacionados à saúde municipal. Entre eles, estão teleconsultas, telemonitoramento de pacientes, telediagnóstico e interconsulta remota. “A telemedicina é uma evolução”, diz Catapreta, sobre a medida. O secretário declara que, a partir de 2024, o serviço estará disponível em todas as unidades de saúde municipais. Por exemplo, pacientes de bairros afastados de regiões centrais terão acesso facilitado a especialistas. “Você vai evitar muitas vezes, até em alguns territórios nossos mais distantes, como o Caruara (na Área Continental), a ida desse paciente até o especialista no nosso Ambesp (Ambulatório de Especialidades). Também vai ter um papel muito importante nas interconsultas multidisciplinares, não só com o médico, mas também com nutricionista ou psicólogo”, exemplifica o secretário. A telemedicina, ainda conforme Catapreta, oferecerá facilidades como a de agendar consultas com dois especialistas na mesma data, para que o paciente tenha avaliações diversas do quadro clínico dele, chamadas interconsultas. Para evoluirNo estágio inicial da telemedicina nas policlínicas, haverá uma equipe para gerenciar e avaliar constantemente do processo. Também vai monitorar o paciente a distância. “A cada consulta, vamos conversar com esse paciente depois de uma semana e ver como está a efetividade do tratamento proposto. (...) A gente está fazendo a capacitação de todos os nossos profissionais da rede”, diz o secretário. As unidades de saúde vão dispor de tablets para os pacientes que não têm aparelhos para a teleconsulta. Um projeto piloto será iniciado nos bairros mais distantes das unidades especializadas. Atestados, receitas e resultados de exames, principalmente no começo, poderão ser retirados na policlínica mais próxima da residência do paciente. “Algumas pessoas não têm impressoras em casa”, explica Catapreta.