Canais da Cidade têm sido afetado pelas mudanças climáticas (Sílvio Luiz/Arquivo AT) Um ano após anunciar tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para criar uma nova estratégia de macrodrenagem na Zona Leste de Santos, a Prefeitura avançou na busca por recursos, mas as intervenções ainda não saíram do papel. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o secretário de Governo, Fábio Ferraz, o Município trabalha com um financiamento de cerca de R\$ 200 milhões, que já teria sido aprovado pelo banco, mas ainda depende de autorização da Câmara Municipal para que o contrato possa ser firmado. De acordo com Ferraz, depois da autorização do Legislativo, a etapa seguinte será a contratação de uma empresa de engenharia para desenvolver os projetos de drenagem. Até o momento, 11 empresas demonstraram interesse em participar do processo junto ao BNDES. A intenção, segundo o secretário, é reunir os profissionais da futura empresa contratada com equipes técnicas da Prefeitura e representantes de entidades como a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (Aeas) para definir quais intervenções são mais adequadas para a região. “Com a autorização da Câmara Municipal, a ideia é que inicialmente a gente possa contratar essa empresa de consultoria de projetos para, aí sim, termos um projeto concreto para ser executado nos próximos anos”. O secretário, no entanto, não apresentou um prazo para o início das obras. Segundo ele, o projeto de financiamento ainda não foi enviado à Câmara Municipal e também não há previsão para o encaminhamento, que depende de etapas burocráticas. BNDES Procurado, o BNDES informou que, ao longo de 2025, foram realizadas tratativas para o enquadramento de Santos no Programa BNDES Cidades Resilientes, com foco na elaboração de uma estratégia de drenagem para a Zona Leste. O projeto foi enquadrado no programa em abril de 2026. A celebração do contrato, porém, depende da decisão do Município de prosseguir com a iniciativa. Intervenções Entre as possibilidades estudadas estão a extensão da canalização e a implantação de estações elevatórias na região. Também são avaliadas alternativas que causem menos impacto à paisagem da orla, como estruturas subterrâneas para armazenamento temporário de água. Uma das referências analisadas pelo Município é uma solução adotada em Balneário Camboriú (SC), que utiliza estruturas subterrâneas para armazenamento temporário de água. “Por ora, não temos nenhuma dessas opções como a correta para a Cidade. O momento é de reunirmos todos esses técnicos da área de engenharia para que, juntos, possamos traçar a melhor estratégia para Santos”, afirmou Ferraz.