O prefeito salienta que a ideia é revisitar o projeto dos canais, do engenheiro Saturnino de Brito (Alexsander Ferraz/AT) O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, na quinta-feira (9), financiamento de R\$ 200 milhões para Santos concretizar um de plano de investimentos em adaptação e resiliência climática. A operação integra Programa BNDES Cidades Resilientes, com verba do Fundo Clima. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o prefeito Rogério Santos (Republicanos), o total não é liberado automaticamente, mas estará disponível após a formatação dos projetos — o que deve custar R\$ 7 milhões. “O que nós queremos agora é conhecer as experiências, para, aí sim, a gente optar por avançar no empréstimo que levaria às obras. Mas é um processo de médio e longo prazos. Precisamos discutir com a sociedade e tecnicamente quais seriam as opções, além de conhecer cidades que já possuem sistemas de drenagem com a configuração dos da cidade de Santos. De início, o que nós queremos é o financiamento para projetos para, posteriormente, o financiamento para a obra”. O empréstimo precisará de aprovação da Câmara Municipal antes de ser formalizado. Assim, as obras ocorreriam daqui a quatro ou cinco anos. “Necessitamos primeiro de uma consultoria que nos apresente as metodologias e as possibilidades dentro da realidade urbana e geográfica de Santos. Depois, determinar quais as melhores para a Cidade. A partir daí, fazer os projetos básico e executivo, licenciamentos, discutir com a sociedade em audiências públicas, para, então, contrair o empréstimo.” O prefeito salienta que a ideia é revisitar o projeto dos canais, do engenheiro Saturnino de Brito. “Temos em curso o projeto de macrodrenagem para a Zona Noroeste, mas também observamos a região mais antiga de Santos, com o Centro, Zona Intermediária e a Orla sobretudo, por conta do avanço da maré.” Diversas frentes Segundo o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, essa é uma das três frentes de atuação no BNDES, banco de fomento estatal — as outras são a ampliação e modernização do Centro de Controle Operacional (CCO) e obras para reaprumo de prédios da orla. “Nós tivemos, ainda no ano passado, lá no BNDES — e fomos recebidos pelo presidente Aloízio Mercadante —, a oportunidade de passar ali três demandas. A principal é para que se possa ter a Cidade ainda mais resiliente em função das mudanças climáticas”, explica. No caso do CCO, Ferraz explica que se assegurou um financiamento de R\$ 80 milhões para ampliação e modernização. “Teremos mais gente trabalhando e, naturalmente, com novos softwares, como alguns que vão permitir que se façam mensuração de acúmulo de água no solo e indução do controle de dragagem e de drenagem da Cidade. Principalmente, com as comportas dos canais sendo otimizadas através do CCO. Um software ainda mais robusto e que vai dialogar em outras áreas, como, também, a da segurança”, pontua. Prédios tortos na orla da praia também estão em pauta (Alexsander Ferraz/AT) Prédios tortos O secretário de Governo, Fábio Ferraz, reforçou a importância da demanda relativa a obras de reaprumo dos prédios da orla, também na mira de acerto com o BNDES. “Ainda está numa situação um pouco mais embrionária a consolidação de um financiamento, mas ele vai ter uma característica privada, para que possa ser consolidada a solução dos prédios tortos. A ideia é que a gente possa permitir que os prédios que são associadosà Acopi (Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados) obtenham financiamentos para as intervenções também de engenharia, promovendo a segurança dessas edificações.”