[[legacy_image_290534]] A Prefeitura de Santos abrirá no próximo dia 28 os envelopes das empresas interessadas nos trabalhos de elaboração e implantação de projeto piloto de remediação ambiental dos três cemitérios públicos da Cidade (Filosofia, Paquetá e Areia Branca). Segundo a Administração Municipal, a ideia nasceu após investigação em que foi verificado que havia coliformes tanto na análise de solo como de água. O procedimento foi feito seguindo o manual de gerenciamento de áreas contaminadas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). De acordo com a Prefeitura, o prazo para execução é de seis meses, após a assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço. O custo estimado é de R\$ 2,6 milhões, mas depende do valor apresentado pelo vencedor da licitação. A remediação resultará no controle e na descontaminação do solo e da água subterrânea. A investigação e a análise de risco identificarão quais são os contaminantes e os riscos a eles associados. Normalmente, a infecção ocorre com necrochorume e coliformes. SepulturasQuestionada por A Tribuna, a Prefeitura explicou que não há um número exato de pessoas sepultadas nos três cemitérios municipais de Santos, “em virtude da antiga data de suas inaugurações, sendo o Paquetá de 1854, o da Filosofia de 1894 e a Areia Branca de 1953”. No ano passado foram realizados 3.374 sepultamentos. Ainda de acordo com a Administração Municipal, atualmente, o único cemitério que possui área disponível para a ampliação de vagas de sepultamento é o da Areia Branca. “Está em andamento um estudo para a criação de mil novos jazigos, com implantação a partir do segundo semestre de 2024". ExumaçõesA Prefeitura reforça que os corpos exumados não são descartados. “Após a realização de exumação, os despojos são acondicionados em sacos próprios para este procedimento e identificados e, caso seja vontade da família, são depositados em jazigos perpétuos, ossuários perpétuos ou urnas adquiridas pelas famílias”. Há ainda restos mortais não reclamados, que são exumados, acondicionados em sacos e depositados em urna geral. Para isso, está previsto o serviço de cremação de ossadas. Para essa finalidade, a Prefeitura também publicou tomada de preços, com abertura dos envelopes às 15h15 desta segunda-feira (21). A última cremação de despojos ocorreu em 2010. “A Prefeitura sustenta que a cremação é necessária por conta do longo período de realização de exumações para urna geral, que atingiu sua totalidade, havendo a necessidade da retirada destes despojos para obtenção de espaço para os novos serviços”, complementa.