Região concentra aproximadamente 2,9 mil moradias sobre palafitas e outras 2,2 mil em áreas aterradas (Alexsander Ferraz/AT) O prefeito Rogério Santos (Republicanos) anunciou R\$ 116 milhões em investimentos para o Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste de Santos, onde cerca de 100 moradias foram destruídas e uma mulher morreu em um incêndio na última sexta-feira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A afirmação foi feita após reunião, em Brasília, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB); o ministro das Cidades, Jader Filho; o secretário nacional de Habitação, Augusto Rebelo; e o secretário nacional de Favelas, Guilherme Simões. O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que articulou o encontro, também participou da reunião, iniciada por volta das 16 horas desta terça-feira (5). O prefeito declarou para A Tribuna que, do total, R\$ 80 milhões serão destinados a infraestrutura, construção de moradias, abertura de ruas, saneamento e drenagem. Os outros R\$ 36 milhões, na compra de imóveis novos ou usados para atender famílias afetadas por incêndios, por exemplo. “É o compromisso que temos de transformar o Dique da Vila Gilda, dando dignidade às pessoas. Esse recurso será usado para evitar novas invasões e fazer construções organizadas de palafitas. A ideia é urbanizar e organizar a área, junto com a comunidade, para que entendam a importância de se estruturar o território com casas, comércios, ruas com hidrantes e vias por onde possam passar veículos e ambulâncias”, afirmou. Na reunião, também se garantiu uma carta de crédito para a construção de 214 novas unidades habitacionais na região afetada, completou Santos. Prazos Conforme o prefeito, uma reunião técnica será realizada hoje para se discutir a liberação dos recursos. “Entendendo melhor toda a situação, poderemos falar com mais clareza sobre prazos, projetos e ações. Levaremos o projeto para a equipe técnica indicada pelos ministros e, com isso, iniciaremos o debate sobre a parte burocrática, tendo mais informações sobre os prazos e as liberações.” O prefeito também ressaltou que os recursos são da União e a fundo perdido — ou seja, não precisarão ser devolvidos. Suporte Cerca de 290 famílias se cadastraram como atingidas pelo incêndio. Os dados serão cruzados com informações de saúde, educação e vizinhança para validação. As vítimas receberam apoio emergencial, como comida, kits de higiene, colchões, atendimentos médico e psicológico, e auxílio na emissão de documentos. A Prefeitura também ofereceu abrigo no Centro Esportivo Dale Coutinho e deve iniciar, em até um mês, o pagamento de aluguel social — R\$ 600,00 pela Prefeitura e R\$ 400,00 do Estado.