[[legacy_image_15035]] Santos deve ter uma queda de arrecadação beirando os 30% e um aumento de gastos de 40%. O prognóstico foi feito pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e informado, nesta segunda-feira (6), em reunião por videoconferência do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) - Santos. O período atingido por esses índices não foi informado e, segundo a prefeitura, leva em conta o orçamento atual. Barbosa também sinalizou ser a favor de isenções de tributos municipais aos empresários para conservar empregos na quarentena. Contudo, não há data para isso acontecer. “Estamos com essa discussão em um grupo que formamos com representações do comércio, como o Sindicato do Comércio Varejista de Santos e a Associação Comercial de Santos, e deveremos ter uma posição em breve”, explicou o prefeito. Ele disse que a “isenção deve acontecer”, mas ponderou que precisa avaliar o “impacto” disso nas contas públicas. A prorrogação de dívidas e emissão de certidões negativas também estão em pauta nessas discussões. Ainda esta semana o grupo se reunirá novamente, de acordo com o chefe do Executivo municipal. Segundo o secretário de Governo de Santos, Rogério Soares, houve queda, em março, de 16% no setor de serviços. Há 43.300 CNPJs registrados na cidade. Destes, 12 mil são microempreendedores individuais (MEI) e microempresários. Outros 13.300 estão no Simples Nacional. “Medidas do Governo Federal como empréstimo para folha de pagamento não chegam aos pequenos empresários”. Momento complicado Para o presidente do Lide Santos, Jarbas Marques Júnior, é difícil avaliar o volume de recursos necessário para proteger as empresas da Baixada Santista. Ele diz que, numa visão muito otimista, o comércio volta a funcionar a partir do dia 22, porém com ressalvas. “Entendemos que o Poder Público precisa gerar inicialmente uma redução dos custos das pequenas empresas e linhas de crédito com os bancos ligados ao Governo Federal”. Para o empresário, os bancos comerciais também devem ter uma linha de crédito. “Um canal direto de crédito, subsidiado, deveria ser aplicado diretamente na conta-corrente da empresa. No caso de MEIs, uma opção é a liberação de cartões de crédito e débito com valores disponíveis para o uso”, afirma Marques, que defende ainda o envolvimento das empresas de cartão de crédito nessa operação, já que conhecem bem o perfil dos empresários. Fundo de saúde O prefeito de Santos falou ainda sobre outros recursos para combater o novo coronavírus. Além de reforçar as ações já adotadas pela prefeitura, como a ampliação de leitos hospitalares e o isolamento da orla da praia, ele diz que a adoção do estado de calamidade pública permitirá a realocação de recursos. “Vamos pedir às empresas que possuem contrapartidas com a cidade que as façam em dinheiro, depositando no Fundo de Saúde Municipal, para enfrentar a covid-19”.