Clínica-Escola do Autista, mantida pela Prefeitura no Marapé, é um exemplo de local em que se busca promover inclusão de munícipes que têm TEA, TDAH ou outros transtornos de processamento sensorial (Carlos Nogueira/AT/Arquivo) O prefeito Rogério Santos (Republicanos) sancionou lei para a criação de salas de acomodação sensorial para pessoas com transtornos do espectro autista (TEA), do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e outros de processamento sensorial (TPS) em estabelecimentos privados e públicos de grande concentração de pessoas, em Santos. A medida deve vir acompanhada da capacitação de profissionais para inclusão desses cidadãos. Esse é o objetivo da Administração Municipal. Segundo o prefeito, haverá estímulo a essa formação. “O TEA e o TDAH são realidades muito prevalentes no mundo. É uma questão de saúde pública, de cidadania e de direitos, e a gente vai avançar também nesse sentido. Também formaremos um grupo técnico, porque não é só pensar nos ambientes, mas na capacitação dos profissionais”, afirma. De acordo com a lei, “as salas de acomodação sensorial serão instaladas em locais reservados que proporcionem ambiente calmo e controlado, com estímulos sensoriais reduzidos ou específicos para aliviar a sobrecarga, evitando crises emocionais e comportamentos disruptivos”. É estimado o prazo de 180 dias para que a lei entre em vigor. Rogério Santos entende que, no caso de espaços privados, deverá prevalecer o entendimento da importância de haver espaços especiais. “De forma constitucional, não cabe ao Poder Público impor espaços, mas cabe ao Município incentivar os espaços adequados. E ter esse trabalho dentro das escolas, unidades de saúde e de outros equipamentos públicos que sejam designados e priorizados, através desse grupo, também para o estudo sobre esse assunto”, acrescenta. Inclusão de munícipes que têm TEA, TDAH ou outros transtornos de processamento sensorial (Sílvio Luiz/AT) CLÍNICA-ESCOLA Ele cita como exemplo de olhar adequado para a inclusão a Clínica-Escola do Autista, localizada na Rua Heitor Penteado, 80, no Marapé. Segundo o prefeito, esse tipo de atendimento deve ser levado para a Zona Noroeste. “Em parceria com universidades daqui, trabalhamos para que a gente tenha não só atendimento universitário, mas qualificação profissional. Além de estudar os ambientes, o grupo vai trabalhar na qualificação dos profissionais, sejam da educação, da saúde ou da área social, para uma inclusão cada vez mais significativa”, mencionou.