Santos, no litoral de São Paulo, alcançou um importante reconhecimento nacional na área de saneamento básico. De acordo com o estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta terça-feira (2), o município registrou o segundo menor índice de desperdício de água entre as 100 cidades mais populosas do País. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com índice de perdas na distribuição de apenas 5,35%, referente aos dados de 2024, a cidade ficou atrás apenas de Suzano, também atendida pela Sabesp. O resultado coloca Santos muito à frente da média nacional, que supera os 40%, e já abaixo da meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033. Segundo a Sabesp, o desempenho é resultado de investimentos contínuos em infraestrutura, modernização dos sistemas e adoção de novas tecnologias para identificar e prevenir perdas de água. Entre 2024 e 2025, Santos recebeu aproximadamente R\$ 12,5 milhões em investimentos voltados à melhoria da eficiência operacional do sistema de abastecimento. Além de Santos e Suzano, outros municípios operados pela Sabesp aparecem entre os 20 melhores colocados do ranking, como São Paulo, São Bernardo do Campo, Taubaté e Franca. Para a diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, a redução das perdas é uma das prioridades estratégicas da empresa. “A redução de perdas é uma das prioridades estratégicas da Companhia. Estamos promovendo uma transformação estrutural que combina investimentos, inovação e inteligência operacional para garantir maior eficiência, segurança hídrica e qualidade dos serviços prestados à população”, afirmou. Tecnologia no combate aos desperdícios A Sabesp informa que vem ampliando o uso de tecnologias consideradas inéditas no setor de saneamento brasileiro para localizar vazamentos e reduzir perdas de água. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite associadas à inteligência artificial, capazes de identificar vazamentos subterrâneos por meio da assinatura espectral do cloro presente na água tratada. A tecnologia permite localizar perdas ocultas com maior rapidez e precisão. A companhia também explica que tem investido em veículos equipados com sensores e inteligência artificial para monitorar a rede em tempo real, além da instalação de válvulas inteligentes que regulam automaticamente a pressão da água e ajudam a evitar rompimentos e vazamentos. Outro recurso adotado pela Sabesp é a implantação de 300 pontos de manobra remota, permitindo o controle de trechos da rede diretamente dos centros operacionais, reduzindo o tempo de resposta em ocorrências. Na Capital, a modernização inclui ainda a substituição gradual dos hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando a capacidade de monitoramento e a detecção precoce de problemas. O que são perdas de água? As perdas de água fazem parte de qualquer sistema de abastecimento e são divididas em duas categorias: reais e aparentes. As perdas reais, também chamadas de físicas, ocorrem principalmente por vazamentos ao longo das redes de distribuição. Já as perdas aparentes correspondem à água consumida, mas que não é medida ou faturada corretamente, geralmente em razão de fraudes, furtos ou falhas na medição dos hidrômetros. Com investimentos que devem chegar a quase R\$ 9 bilhões até 2029 em programas de combate às perdas, renovação de redes e digitalização dos sistemas, a Sabesp pretende ampliar ainda mais a eficiência operacional e contribuir para a preservação dos recursos hídricos em todo o estado de São Paulo.