[[legacy_image_266435]] A mortalidade infantil em Santos apresentou, no ano passado, seu menor índice em uma década: oito mortes para cada mil nascimentos, abaixo do mínimo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de dez por mil. A taxa reforça uma tendência de queda verificada desde 2017, com oscilações. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os números foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde ontem, na celebração dos dez anos do projeto Mãe Santista, no Teatro Guarany, no Centro. Homenagearam-se profissionais de enfermagem da Prefeitura, categoria que comemorou seu dia. Se forem avaliadas apenas as maternidades públicas municipais (Silvério Fontes e Complexo Hospitalar dos Estivadores), os índices são mais baixos: 5,1 no primeiro e 3,8 no segundo. Nos quatro primeiros meses deste ano, são de zero e 3,8, respectivamente. Em dez anos, foram assistidas pelo programa 13.714 gestantes e se entregaram 12.618 enxovais. “Nós tivemos uma redução significativa da mortalidade infantil em um momento no qual a taxa de natalidade caiu, o que dificulta a diminuição desse índice. Por conta disso, o programa é um sucesso”, avalia o secretário municipal de Saúde, Adriano Catapreta. Ele destaca estratégias do Mãe Santista, que incluem a captação precoce das futuras mamães (até 12 semanas de gestação), protocolo municipal de pré-natal, oferecimento de plano de parto, visita à maternidade no terceiro trimestre de gravidez e apoio psicológico nesse período e no puerpério. [[legacy_image_266436]] “O programa começa quando faz o teste de gravidez e dá positivo, na policlínica. Aí, temos toda a rede de cuidados, com um pré-natal adequado. Se precisar de algo mais especializado, ela migra para o Instituto da Mulher, na Casa da Gestante”, reforça. O prefeito Rogério Santos (PSDB) prega o envolvimento de toda a família no acompanhamento da gestação. “Estamos ampliando a Escola das Mães para a Escola da Família, em todas as policlínicas, visando a integrá-las por uma boa gestação, com um ambiente favorável ao desenvolvimento da criança”, diz. ProjetosSegundo o prefeito, há planos para o Complexo Hospitalar da Zona Noroeste. “Vamos reformar, inclusive, a parte da maternidade. Também estamos buscando recursos para a construção do Hospital de Pediatria, na Zona Noroeste. São compromissos que nós temos. O Centro Hospitalar de Pediatria será referência para toda a Cidade. Estamos na fase de captação dos recursos, por meio de parceria com a iniciativa privada.” O secretário aponta incrementos no Mãe Santista, como um programa de prevenção à prematuridade, cujo modelo será adotado no Castelo. Também se lançará o comitê de apoio e de luta contra a sífilis. “O acompanhamento da mamãe e seu feto vai ser cada dia mais multidisciplinar e com toda qualidade. Temos, ainda, a ampliação do pré-natal do parceiro que começou esse mês. Porque queremos tratar esse pai que está ali que, muitas vezes, tem algumas doenças que passam despercebidas. Para todas as mães que abrem pré-natal na policlínica, os pais já têm exames”, explica Catapreta. Ele também destacou o uso de contraceptivo para adolescentes. “Vamos colocar o Implanon também nas adolescentes. Não só o que é determinado pelo Ministério da Saúde.”