Desde o início da campanha, 49.748 doses foram aplicadas em Santos; procura é maior que em 2025 (Alexsander Ferraz/AT) A cobertura vacinal contra a gripe em Santos chegou a 22,6%, segundo dados da Prefeitura. Desde o dia 30 de março, a imunização foi ampliada para toda a população a partir de seis meses de idade, e o município já contabiliza 49.748 doses aplicadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Do total, 29.954 doses foram destinadas ao grupo prioritário, formado por crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. Esse público soma cerca de 132 mil pessoas, o que indica que ainda há aproximadamente 100 mil pessoas a serem vacinadas dentro dessa faixa. De acordo com a chefe da Vigilância à Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, o índice atual é considerado positivo, já que a campanha teve início recentemente. A meta da administração municipal é imunizar cerca de 130 mil pessoas. A tendência, segundo Valeiras, é de que a procura aumente. “Sabemos que, agora que o tempo está ficando mais frio, no outono, as pessoas começam a procurar mais a vacina. Então, esperamos um aumento ao longo do mês de maio”, afirma. Procura maior Ainda conforme a chefe da Vigilância à Saúde santista, a procura pela vacina neste ano já supera a registrada no mesmo período de 2025. Enquanto no ano passado haviam sido aplicadas cerca de 38 mil doses até este momento da campanha, em 2026 o número já se aproxima de 50 mil. Além do avanço na vacinação, a cidade também registrou aumento na procura por atendimento médico por sintomas respiratórios. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o número de atendimentos passou de 11.261 em 2025 para 16.274 em 2026, um crescimento de aproximadamente 44,5%. Apesar da maior demanda por atendimento, os casos mais graves apresentaram queda significativa. As internações por influenza passaram de 41 no ano passado para apenas 3 neste ano, no período entre janeiro e 22 de abril. Também não houve registro de óbitos em 2026, enquanto em 2025 foram contabilizadas seis mortes. Importância Segundo Valeiras, os dados reforçam a importância da campanha. “A vacina, além de prevenir a doença, vai fazer com que, caso ela apareça, se manifeste de maneira mais branda. Isso diminui o número de internações, por exemplo”. O médico infectologista do Hospital Regional de Itanhaém, Leonardo Weissmann, destaca também o impacto coletivo da imunização. “Além da proteção individual, a vacina tem um impacto coletivo importante, ao reduzir a circulação do vírus na comunidade”, explica. Conforme o especialista, com a chegada do outono e a proximidade do inverno, o momento é considerado ideal para se vacinar. “Como o organismo leva cerca de duas semanas após a vacinação para desenvolver uma resposta imunológica adequada, antecipar a imunização é fundamental para garantir proteção no período de maior risco”, orienta Weissmann. Segundo ele, a antecipação pode fazer diferença nos próximos meses. “Vacinar-se agora permite chegar ao inverno com níveis de proteção mais elevados, reduzindo significativamente o risco de formas graves da doença. Portanto, a recomendação é não deixar para depois”, conclui.