(Adobe Stock) Santos, no litoral de São Paulo, voltou a registrar aumento da inadimplência e chegou ao quarto mês consecutivo de alta. É o que aponta levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia, com base em dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a pesquisa, em janeiro de 2026 a cidade teve crescimento de 0,59% no número de inadimplentes. Embora o índice seja menor que o de dezembro (1,02%), o cenário ainda preocupa o comércio local. No mesmo período, a região Sudeste registrou alta de 1,15% e o Brasil, de 0,85%. Na comparação anual, janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025 a inadimplência acumulada em Santos avançou 10,10%, acima do registrado no Sudeste (8,89%) e no país (9,39%). Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, o início do ano costuma pressionar o orçamento das famílias. “O primeiro mês do ano sempre traz muitas contas, como IPVA, IPTU e material escolar. Além disso, muita gente fez compras no Natal e começa a pagar em janeiro, o que pode virar uma bola de neve. Por isso, sempre orientamos que as pessoas procurem se organizar para não passar o ano com dificuldades”, afirma. Perfil dos inadimplentes O levantamento mostra que a maior concentração de devedores em Santos está na faixa etária de 50 a 64 anos, que representa 24,99% do total. Por sexo, a distribuição é equilibrada: 52,59% são mulheres e 47,41% são homens. Em janeiro de 2026, cada consumidor negativado na cidade devia, em média, R\$ 6.286,82, considerando a soma de todas as pendências. A divisão por faixa de valor indica que: 25,06% tinham dívidas de até R\$ 500; 11,19% deviam entre R\$ 500,01 e R\$ 1.000; 17,78% entre R\$ 1.000,01 e R\$ 2.500; 22,39% entre R\$ 2.500,01 e R\$ 7.500; 23,57% tinham débitos acima de R\$ 7.500. O tempo médio de atraso das dívidas é de 29,5 meses (cerca de dois anos e cinco meses), sendo que 35,59% dos consumidores estão inadimplentes entre um e três anos. Mais dívidas em atraso O número de dívidas em atraso de moradores de Santos cresceu 1,59% em janeiro na comparação com dezembro de 2025. O índice ficou abaixo do registrado no Sudeste (2,15%) e no Brasil (1,88%). Na comparação anual, porém, o avanço é mais expressivo: alta de 17,48% em Santos, acima do Sudeste (15,93%) e do país (15,76%). Em média, cada inadimplente santista possui 2,296 dívidas em atraso — número abaixo da média regional (2,311) e ligeiramente acima da nacional (2,259). Bancos lideram O setor bancário concentra a maior parte das pendências financeiras na cidade, respondendo por 78,30% das dívidas. Na sequência aparecem: Outros: 9,28% Água e luz: 6,15% Comunicação: 3,73% Comércio: 2,54% Os dados são divulgados mensalmente a partir da base do SPC Brasil, que analisa a evolução do número de devedores e de dívidas, além do perfil dos consumidores negativados. Segundo a CDL, não há acesso a informações pessoais dos devedores.