[[legacy_image_241771]] Santos quer avançar, caminhar para o futuro. Mas como chegará lá sem solucionar as questões de mobilidade urbana? É por isso que o tema entrou nas pautas prioritárias da Cidade. Andar para a frente é a meta, a maneira, o desafio. A certeza: que, com entraves resolvidos, será possível seguir com fluidez, seja para quem estiver de carro, bicicleta, ônibus, a pé ou a bordo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! E é justamente o modal ferroviário o responsável por planos que visam adequar, melhorar e, possivelmente, revolucionar a mobilidade em Santos. A conclusão da segunda fase do VLT, quando ele chegará ao Centro Histórico, motiva uma série de medidas a serem implantadas para operarem em conjunto com o transporte em geral. Há planos para alterações no sistema de ônibus e aumento na malha cicloviária, além de ações para maior fluidez no tráfego. O primeiro passo é desenvolver os estudos. A comissão que executará esse trabalho está nomeada pelo prefeito Rogério Santos (PSDB). O Grupo Técnico de Trabalho para o Planejamento do Transporte Coletivo de Passageiros e Mobilidade Urbana em Santos tem o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Antonio Carlos Silva Gonçalves, como presidente. Os demais membros são Rafael Oliva (Gabinete do Prefeito), Fábio Ferraz (Governo), Glaucus Farinello (Desenvolvimento Urbano), Adriano Luiz Leocádio (Finanças), Júlio Domingues Rodrigues (Ouvidoria) e Luiz Henrique de Oliveira (Meio Ambiente). A partir da conclusão dos estudos, as medidas poderão ser implantadas. Presidente da CET e do grupo, Gonçalves diz que são essenciais. “A gente precisa entender o desenvolvimento da Cidade em todos os setores. Quando o VLT foi pensado para a região central, o maior deslocamento era São Vicente-Santos, com 60 mil passageiros por dia, uma realidade que não existe mais, porque o Centro de Santos deu uma esvaziada. Mas, se ele caiu em termos de negócios, a Aparecida subiu em serviços, absorveu esse público. O Boqueirão teve, em seus prédios de escritórios, migração do Centro. E nos locais que são esvaziados, você tem a missão de recuperá-los, de requalificá-los urbanisticamente. Essa comissão vem para entender os impactos no trânsito com essas migrações”. [[legacy_image_241772]] EtapasUm dos passos é elaborar uma radiografia da Cidade, principalmente no que tange à largura das vias. “Temos que ver onde está passando o transporte, origem e destino, se está carregando um número suficiente de pessoas para manter o equilíbrio da tarifa ou se pode ter uma mudança de itinerário para atender mais passageiros. O grande desafio do transporte hoje é equilibrar a parte financeira com a qualidade”. Abrir corredores de ônibus para garantir fluidez e, consequentemente, pontualidade é outra questão a ser verificada. Gonçalves diz ser impossível ônibus continuarem a circular em ruas que não comportem corredores exclusivos. Com um transporte ágil e pontual, é possível recuperar parte do público que migrou para os carros de aplicativos. “A gente não deve taxar os veículos de apps; tem que racionalizar o custo do transporte”. A conclusão da segunda fase do VLT é o ponto central. Com isso, uma primeira mudança seria a redução da frota intermunicipal, que teria 70 dos 340 ônibus deixando de circular diariamente. A segunda: alterar o sistema de transportes municipais, a começar pela integração total dos modais, com tarifa única. “As linhas circulares passariam a ser troncais e andariam pelos principais corredores. É uma mudança de cultura necessária”. SemáforosPara assegurar um bom andamento do trânsito,uma das medidas deverá ser a redução no número de cruzamentos semaforizados. A ideia é criar minirrotatórias em locais que registrem a passagem de até 600 veículos por hora, como determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Há também a possibilidade de construir mais lombadas. “Elas levam o cidadão a efetivamente reduzir a velocidade sem semaforizar. Semáforo dá falta de fluidez e insegurança”, diz Gonçalves. Onde os semáforos são imprescindíveis, a meta é, até 2024, ter todos sincronizados. O investimento será de R\$ 10 milhões.