No desassoreamento, a areia dos canais 1, 2 e 3 é levada às praias dos canais 4, 5 e 6 (Vanessa Rodrigues/AT) Depois de ressacas marítimas ou períodos de chuva forte, os canais de Santos ficam com areia acumulada. Daí, a Prefeitura promove a remoção do material, também chamada de desassoreamento. Até o fim desta semana e após um mês e meio de trabalho, cerca de 1,4 mil toneladas de areia terão sido retiradas de pontos com mais armazenamento e transportadas para locais onde a faixa arenosa é mais estreita. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Desassorear é preciso porque os canais são um meio de escoamento da água acumulada na Cidade para o mar. O serviço costuma começar após o terceiro dia de ressaca. Se canais entopem, pode haver alagamentos em caso de chuva, explica o prefeito regional da Zona da Orla e Intermediária, Rodrigo Paixão. A tarefa vem sendo mais frequente, afirma ele. Trata-se dos efeitos das mudanças climáticas, devido às quais “a gente já teve ressaca até em janeiro. Antigamente, se sabia que eram, geralmente, de maio até setembro. Hoje, não se tem mais essa certeza”. Mas, por ora, a força da maré continua maior no inverno. No desassoreamento, a areia dos canais 1, 2 e 3 é levada às praias dos canais 4, 5 e 6. Usam-se uma retroescavadeira, uma pá carregadeira, duas retroescavadeiras de menor porte e três caminhões basculantes. O serviço ainda conta com outros três caminhões basculantes da Prodesan, empresa municipal de economia mista. Vinte trabalhadores fazem raspação (retirada manual) nesses lugares. O desassoreamento também é útil porque, entre os canais 4 e 6, as ressacas causam desnível elevado entre o calçadão e a areia. “Tem locais na praia em que a gente fica com cerca de 1,5 metro (de diferença) do calçadão para descer para a areia, gerando um risco (de acidentes) para o cidadão.” Sem risco à saúde O contato da água dos canais com a areia não representa risco à saúde de banhistas. Essa preocupação foi levantada por um morador do Boqueirão e leitor de A Tribuna, José Marmo. Ele enviou uma carta à Redação após assistir a uma reportagem da TV Tribuna em 20 de agosto, sobre o desassoreamento dos canais da Cidade. Marmo expressou preocupação ao ver que, com uma retroescavadeira, se removia areia juntamente com água oriunda de um canal. Contato da água dos canais com a areia não faz mal aos banhistas: material do assoreamento é testado (Vanessa Rodrigues/AT) Não há nem nunca houve contaminação da areia da praia por impurezas do tipo, afirma o prefeito regional. Segundo ele, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente examinam a areia dos canais assoreados. Caso ocorresse a presença de material contaminante, a areia seria tratada. *Com informações de Daniel Rodrigues