Santos registrou diminuição de pouco mais de 10% nos casos de dengue nos oito primeiros meses deste ano comparados ao mesmo período de 2024. Foram 4.942 registros até agosto de 2024 contra 4.434 até o oitavo mês de 2025. O número de mortes foi o mesmo nos dois períodos: quatro, sendo que, neste ano, todas em pessoas com comorbidades. Os dados são da Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, a maioria dos casos é dos sorotipos 1 e 2. Ela afirma que a Administração Municipal tem realizado diversas ações para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti (transmissor do vírus). “Vamos continuar e intensificar ainda mais os mutirões. Não é porque houve uma pequena queda em agosto (66, sendo que em julho foram 240) que deixaremos de atuar”. Ela destacou ainda que, historicamente, o aumento dos casos na Cidade começa no calor, como em janeiro, intensifica-se em fevereiro e março, e atinge o pico entre abril e maio. “Em janeiro tínhamos 83 casos. Em abril, 1.140; em maio, 1.363. A partir de junho (661) já começa a cair um pouco”. Ações Entre as iniciativas, Ana Paula ressaltou a recente implantação de brigadas contra o mosquito em escolas estaduais, que em breve serão estendidas às municipais. Nessas brigadas, cerca de quatro funcionários são capacitados para identificar criadouros de mosquitos e ajudar a elaborar estratégias de prevenções. Além disso, a diretora de Vigilância em Saúde afirma que a Prefeitura realiza vistorias casa a casa, mutirões, inspeções em imóveis especiais e pontos estratégicos, além de ações educativas. “A gente faz também a conscientização do turista que vem a Santos. Na hora de ir embora, orientamos que verifique se os ralos estão fechados, se não deixou água parada em recipientes ou em varandas de apartamentos alugados, como no Airbnb”. Outro trabalho é a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), exigida pelo Ministério da Saúde, que determina quatro levantamentos por ano. Segundo ela, o monitoramento é fundamental para definir as áreas de maior risco. Há, também, o uso de armadilhas com feromônio, colocadas em pontos estratégicos. Os mosquitos ficam presos em fitas adesivas, permitindo que os técnicos contabilizem os exemplares e classifiquem as regiões em níveis de alerta. “Temos encontrado mosquitos em toda a Cidade e monitoramos isso constantemente”. Prevenção A diretora de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras reforça os cuidados que a população deve manter, já que o Aedes aegypti é predominantemente intradomiciliar. “É preciso verificar a casa pelo menos uma vez por semana: ralos, vasos de plantas, calhas, caixas d’água, pratinhos de animais. Trocar a água regularmente, limpar recipientes e colocar uma colher de sal nos ralos uma vez por semana. Na bandeja da geladeira, o ideal é usar detergente”, orientou. Ela alerta moradores que têm quintal: as garrafas devem ser armazenadas com o bocal para baixo; pneus não devem ficar expostos e qualquer recipiente que possa acumular água precisa ser esvaziado ou eliminado.