Estatísticas de Santos foram apresentadas no Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura (Francisco Arrais/ Prefeitura de Santos) Indicadores de criminalidade em Santos, no litoral de São Paulo, caíram no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (13) no Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura e apontam redução em crimes como homicídios, roubos e furtos de veículos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As estatísticas, apresentadas pelo secretário municipal de Segurança Pública, Flávio de Brito Júnior, destacam a queda de homicídios dolosos em 50%, de quatro para dois; de 60% em roubos de veículos, de 35 para 14, e de 40,36% nos roubos em geral, de 498 para 297. O mesmo se verificou nos furtos de veículos, com queda de 25,40%, de 248 para 185. Nos furtos em geral, menos 5,20%, de 1.520 para 1.441. Ocorreram, porém, mais estupros (de cinco para seis). Não houve latrocínios nos dois períodos, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Brito credita a queda nos índices ao trabalho conjunto das forças policiais. Os números são avaliados mensalmente, “para que possamos direcionar ações preventivas por meio da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e de investigações e averiguações realizadas pela Polícia Civil”. Feminicídios O delegado seccional da Polícia Civil em Santos, Rubens Barazal, chamou atenção para as ocorrências de homicídio doloso na Cidade no primeiro trimestre: ambas foram feminicídios — em que a violência é cometida contra a mulher em razão do gênero dela. Conforme Barazal, a solução vai além de medidas repressivas. “É fundamental avançarmos também em medidas preventivas”. O delegado defendeu a ampliação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, e destacou uma portaria do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 6, relativa a um projeto piloto na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos. A iniciativa, denominada Programa de Responsabilização e Acompanhamento de Autores de Violência Doméstica (Pravid), visa a responsabilizar e conscientizar os autores de violência doméstica, estimular a participação em programas de reeducação, reflexão e responsabilização e ajudar a reduzir a reincidência, disse Barazal.