Piscinas são possíveis focos do inseto, se não tratadas. Neste ano, na Cidade, achados 345 pontos com larvas (Alexsaneer Ferraz/AT) Santos vive um paradoxo no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Ao mesmo tempo em que cresce o número de focos do mosquito encontrados em mutirões da Prefeitura, aumenta o número de pessoas que se recusam a permitir que agentes de combate a endemias entrem nas casas delas, para vistoria e eventual eliminação de criadouros do inseto. Houve quatro mutirões neste ano, dois na Ponta da Praia e dois do Marapé. Tiveram como resultado 345 focos eliminados, com média de 86,5 por ação. Somados os 42 mutirões do ano passado inteiro, foram 1.968 pontos com larvas do mosquito, com média de 46,8 por mutirão. Significa que o número médio de criadouros está 84,8% maior do que em 2025. Também somados os quatro mutirões, houve 489 recusas à entrada de agentes em imóveis, ou 122,3 casos por ação, em média. No ano passado todo, as 3.042 negativas de ingresso nos 42 mutirões equivaleram à média de 72,4 por ação. Neste ano, portanto, o índice de recusas está 68,9% mais alto. Apelo “Fazemos um apelo para que os munícipes autorizem a entrada de nossos agentes. Eles estão identificados com crachá funcional e uniforme. Os profissionais têm o olhar treinado e identificam situações de risco que passam despercebidas no dia a dia”, afirma o secretário municipal de Saúde, Fábio Lopez, em nota. Quem tiver dúvidas sobre a autenticidade dos agentes pode contatar o Centro de Controle de Zoonoses e Vetor da Prefeitura no telefone 3228-3699. A sede é na Avenida Rangel Pestana, 96, na Vila Mathias. Incidência Ao tratar do número de focos com larvas, a Prefeitura considera a quantidade elevada. Este verão tem sido propício à eclosão de ovos do Aedes, devido à chuva e ao calor. São as fêmeas que buscam sangue e, ao picar alguém infectado, podem levar o vírus a outra pessoa que também picarem. A Ponta da Praia, bairro onde ocorreram os primeiros mutirões do ano, tem Índice Médio de Fêmeas Adultas (IMFA) de 1,13, classificado como crítico — é assim de 0,60 para cima. Esse nível é calculado pela divisão do número de fêmeas do Aedes capturadas pela quantidade de armadilhas com esse fim montadas em um bairro. Os demais são satisfatório (abaixo de 0,15), moderado (de 0,15 a 0,30), alerta (acima de 0,30 a menos de 0,60) e crítico. Novo mutirão O quinto mutirão de combate ao Aedes aegypti deste ano, na Cidade, será na Aparecida. Sessenta agentes de combate a endemias atuarão. Na quarta-feira, percorrerão imóveis dentro do perímetro formado pelas avenidas Almirante Cochrane (Canal 5), Afonso Pena, Joaquim Montenegro (Canal 6) e Pedro Lessa. Na quinta, a área formada pelas avenidas Almirante Cochrane, Pedro Lessa, Joaquim Montenegro e ruas Piratininga, Pirajá da Silva, Frei Francisco Sampaio, Alexandre Martins e Aureliano Coutinho. Vacinação A Prefeitura salienta que a vacina contra a dengue para crianças e jovens de 10 a 14 anos continua disponível nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16h. A imunização ocorre também aos sábados, mas apenas nas unidades informadas às sextas nos canais oficiais da Prefeitura, como o site. São duas doses, aplicadas em intervalo de 90 dias. A nova vacina contra a dengue é aplicada em Santos desde janeiro, mas, por ora, nos profissionais que atuam nas policlínicas.