[[legacy_image_76798]] A Seção de Acolhimento e Abrigo Provisório de Adultos, Idosos e Famílias (Seacolhe-AIF) de Santos, fica na Rua Bittencourt, 309, bairro Vila Nova. O local é uma verdadeira casa para pessoas em situação de rua. Após a reforma, o equipamento possui paredes na cor verde, recebeu sofás novos, tem vasos com flores, plantas em jardineiras e toalhas floridas sobre as mesas, com intuito, segundo a prefeitura, de deixar o local muito mais aconchegante. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O imóvel acolhe cerca de 20 moradores que ali residem, passou por ampla reforma realizada pela Prefeitura de Santos e agora amplia também a capacidade de 50 para 80 vagas. Nesta segunda-feira (5), os moradores do espaço que, em razão das obras, estavam desde janeiro provisoriamente no Abrigo de Emergência (Rua General Câmara, 249), voltaram ao local e ficaram surpresos com as melhorias. “Está bem diferente do que era, com estrutura melhor para a gente parar, pensar, trabalhar e erguer a cabeça. A gente vai se sentir bem melhor”, disse o morador Sidnei Eliziário dos Santos, 49 anos, que morou por quatro anos nas ruas, foi encontrado pela equipe de abordagem da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) na Ponta da Praia e está há cinco meses na Seacolhe. “Eles são verdadeiros anjos da guarda para mim”, completa. Ali, Sidney e os demais moradores recebem café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, além de espaços de higiene para cuidados pessoais, com acessibilidade e guarda de pertences. Mais conforto As melhorias estruturais no prédio de dois pavimentos incluem reforma do telhado; ampliação do número de salas de atendimento técnico de uma para três; instalação de oito quartos voltados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no térreo e banheiros com mais privacidade. O local ainda ganhou auditório para atividades coletivas, cantinho de leitura e equipamentos para atividades artísticas e de lazer como violão, teclado e mesa de pingue-pongue. Também foram instalados beliches nos quartos e ampliados o espaço de refeitório e a baia do canil. “O intuito é dar mais conforto e qualidade de vida a essas pessoas, com uma melhor estrutura para acolhê-las com mais dignidade, possibilitando a reconstrução de suas vidas em um lugar que elas possam encarar como uma casa”, ressaltou a coordenadora da Atenção Social à População em Situação de Rua, Miriam Aparecida de Araújo, da Seds. Além da qualidade do espaço como um todo, o espaço de TV, por exemplo, está mais amplo e com sofás no lugar dos bancos, destaca a gestora do programa Novo Olhar, Juliana Laffront, também da Seds. “Esses espaços de convivência são fundamentais, pois trabalham a construção de vínculos, a vivência comunitária e a socialização dos moradores”. O equipamento da Seds foi fechado em janeiro para a reforma. Os trabalhos foram executados pela empresa Engtech Construções, vencedora da licitação, ao custo de aproximadamente R\$ 750 mil, com recursos federais repassados ao Município conforme portaria nº 369/2020, do Ministério da Cidadania. Acolhimento A partir desta terça-feira (6), o Abrigo de Emergência, na General Câmara, 249, passa a atender nesse período de inverno com capacidade de até 35 pessoas. No total, atualmente são mais de 300 vagas nos seis serviços de acolhimento voltados à população em situação de rua no Município – além da Seacolhe AIF e do Abrigo de Emergência, há a Seabrigo AIF, Casa Êxodo, Albergue Noturno e Casa das Anas (para mulheres em situação ou iminência de rua com ou sem filhos). O acesso a eles se dá pelo Centro Pop e pela equipe de abordagem social, que faz trabalho de convencimento e construção de vínculos de confiança com essa população. O Centro Pop presta atendimento com assistentes sociais e psicólogos e encaminha aos acolhimentos, conforme o caso. Há ainda o programa Fênix, trabalho educativo que objetiva fazer com que a pessoa volte ao mercado de trabalho. Em Santos há, no total, 21 unidades de acolhimento, sendo 9 governamentais e 12 não-governamentais, que fazem parte da Rede Socioassistencial do Município, atendendo população em situação de rua, crianças, adolescentes, adultos e idosos, mulheres vítimas de violência e pessoas com paralisia cerebral.