[[legacy_image_344605]] A Prefeitura de Santos enviou à Câmara, na quinta-feira, um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a permutar imóveis na área da chamada Alemoa Industrial. Em troca, empresas do Porto honrariam a compra de um terreno de 15,5 mil metros quadrados (m2) e a construção de um Complexo Hospitalar Pediátrico, uma unidade de Educação Infantil, uma quadra esportiva e um campo de futebol — futuramente, seria erguida outra escola, de Ensino Fundamental. O investimento é de cerca de R\$ 85 milhões. A expectativa da Prefeitura é que o projeto seja votado em breve, para o início das obras ainda neste ano e entrega em 15 meses. O terreno a ser cedido pela Administração é o da chamada Via A, uma faixa de terras reservada à instalação de desvios ferroviários, ao longo da cerca norte das linhas da Estrada de Ferro Santos–Jundiaí. O espaço onde os equipamentos públicos serão erguidos fica na esquina da Avenida Manoel Ferramenta Júnior com a Rua Cesar Augusto de Castro Rios, na Areia Branca. [[legacy_image_344606]] “A gente consegue uma nova entrega, em parceria com empresas, usando da inteligência para buscar recursos por meio de um ativo (terreno) que a Prefeitura não usa”, afirma o prefeito Rogério Santos (Republicanos). “Vai haver um chamamento público, mas, de antemão, sabemos que há, sim, empresas interessadas em fazer esse investimento.” ReferênciaO projeto do Complexo Hospitalar Pediátrico e seus acessos preveem uma área total de 3,3 mil (m2). Com seis pavimentos e uma área técnica, a unidade deve abrigar duas salas cirúrgicas, 30 leitos — dos quais 20 de enfermaria e dez de UTI —, lactário, copa, área administrativa e auditório. “A gente tem o sucesso do Hospital Maternidade, que é o dos Estivadores. E, ouvindo especialistas em saúde, existe o entendimento de que a Cidade precisa de um hospital pediátrico, com cirurgias eletivas, por exemplo. Será um hospital completo, de primeiro mundo”, garante. A intenção é que o hospital seja gerido por meio de uma Organização Social (OS) com experiência em pediatria. [[legacy_image_344607]] De acordo com a secretária de Infraestrutura e Edificações, Larissa Cordeiro, a concepção do futuro hospital pediátrico tem o aval da Secretaria Municipal de Saúde. A Pasta aprovou cada espaço dentro desse hospital. “Participou desse ano e meio de construção”, argumenta. 'Escola pulmão'Na unidade de Educação Infantil, se prevê uma área construída de 1,8 mil metros quadrados. Ela contará com itens como 14 salas de aula (berçário, maternal, jardim e pré), brinquedoteca, refeitório, sala dos professores e pátio coberto, atendendo cerca de 300 alunos. O prefeito entende que essa unidade, assim como a futura, de Ensino Fundamental, deverá exercer a função de “escola pulmão”, nome designado às unidades que são ocupadas de forma provisória, enquanto as sedes originais são reformadas ou recebem construções novas. “A principal demanda que temos hoje na Zona Noroeste é sobre Educação Infantil. E há a possibilidade de construir uma outra escola, de primeiro grau (Ensino Fundamental), que seria uma escola pulmão, dentro do planejamento da Prefeitura, para que possa reformar algumas escolas mais antigas, que são das décadas de 1960, de 1970. Como são obras que demoram até um ano e meio, não temos como deixar os alunos sem aula. Então, é necessário, sim, que a gente tenha uma escola pulmão”, justifica. [[legacy_image_344608]] A possibilidade é reforçada pela secretária de Infraestrutura e Edificações. “Precisamos de escolas pulmão em vários bairros. Aqui, a intenção das duas escolas é fazer pulmões, tanto Infantil como Fundamental, para trazer outros alunos da região, fazer reformas, enquanto as crianças ficam ali um ano, um ano e meio.” Rogério Santos lembra que, após a construção dos equipamentos, ainda haverá um espaço de cerca de 9,7 mil m2, apto a receber, futuramente, outras obras. “Também é possível que haja construção de outros equipamentos, conjuntos habitacionais e, até, uma outra escola, porque sobra terreno”, destaca.