No ano passado, foram plantadas 2,4 mil árvores em Santos; meta de 10 mil será atingida, diz secretário (Vanessa Rodrigues/AT) O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), coloca ainda mais em evidência a necessidade de ampliar a arborização e as áreas verdes nas cidades brasileiras. Estudos mostram que centros urbanos com mais cobertura vegetal registram temperaturas mais amenas e melhor qualidade do ar. Em Santos, estimular a criação de um corredor verde ligando mangue, morro e cidade, indo além do que apenas a arborização, é um dos objetivos da Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ideia é aproveitar mecanismos de compensação com empresas que investiram na Cidade, como afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello. “Pretendemos direcionar para um grande corredor verde, no meio da cidade”, explica. Em 2025, as ações se concentraram nos bairros Campo Grande e Marapé. Para este ano, o corredor avança pela Encruzilhada e Boqueirão. No caminho, estão maciços como Parque dos Mangues, Jardim Botânico, Parque dos Morros, Orquidário, Praça Palmares e Rebouças. Os mapeamentos de ilhas de calor indicam que esses são, justamente, os locais que mais sofrem. A ideia é que, por meio do mecanismo de compensação junto à EcoRodovias, 5 mil árvores sejam plantadas a partir do segundo semestre. Farinello acrescenta que a meta do programa Santos Sustentável – plantio de 10 mil árvores – será superada. Apenas no ano passado, por exemplo, foram plantadas cerca de 2,4 mil. “Nossa ideia é realmente ganhar escala. Para cada remoção de uma árvore, tem a compensação de 10, e exploramos bem isso para ter arborização de volta à Cidade”, diz o secretário. Há outras iniciativas, como cerca de 500 árvores já plantadas, em parceria com o Assaí Atacadista, além de acordos com o Grupo Mendes, por exemplo. “A gente tem uma expectativa aí de plantio de pelo menos 3 mil esse ano. Estamos autorizando para plantio mais 10 mil árvores, o que deve acontecer nos próximos dois anos”, complementa. Escolha das espécies O secretário explica que a escolha das espécies a serem plantadas é feita por um corpo técnico, composto por agrônomos, biólogos e arquitetos, observando questões de mobilidade e até padronização das calçadas. “No dia 25, dentro da programação do Mês do Meio Ambiente, faremos um workshop sobre arborização para construir junto com a sociedade um guia que vai nortear os plantios dos próximos anos. Para cada tipo de local, há espécies adequadas”, argumenta. Entre as preferidas, estão nativas como a grumixama (árvore frutífera, de casca roxa escura e polpa branca). Enquanto isso, nas escolas municipais Lobo Viana, Colégio Santista, Padre Waldemar Valle Martins e Edson Arantes do Nascimento, as ações envolveram os alunos em todas as etapas, do preparo do solo ao plantio de árvores. Munícipes ajudarão a deixar a cidade mais arborizada O secretário Glaucus Fariniello explicou que o plantio de árvores pela cidade é feito, via de regra, apenas pela Prefeitura. Mas há uma forma de o munícipe participar desse processo de arborização da cidade: o Pede Árvore, programa municipal de doação de mudas. Glaucus Fariniello destaca que moradores também podem contribuir para ampliar a arborização da cidade por meio do programa Pede Árvore (Vanessa Rodrigues/AT) “Nesse primeiro momento, o Pede Árvore visa entregar uma muda de árvore frutífera ou ornamental para que seja plantada dentro dos seus lotes. Em dois meses, foram feitos 170 pedidos e entregues 85 mudas”, conta. Deve ser lançada, em breve, licitação para plantio de 1,6 mil na mesma filosofia do Pede Árvore, mas nas calçadas, com orientação. “Vamos plantar junto com o morador. Uma boa arborização com a espécie adequada, só vai trazer benefícios para a cidade e para as pessoas”, complementa.