O projeto foi aprovado em duas votações na Câmara de Santos, mas acabou vetado pelo prefeito, em publicação no Diário Oficial (Carlos Nogueira / Arquivo / AT) O prefeito Rogério Santos (Republicanos) vetou recentemente o projeto de lei que autorizava o estacionamento de bicicletas na faixa de areia da praia de Santos, no litoral de São Paulo. Com isso, as bicicletas devem continuar sendo estacionadas nos paraciclos instalados em diferentes pontos da orla da cidade da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses equipamentos são posicionados em locais de grande circulação de pessoas, conforme informa a Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos). Entre os pontos onde há paraciclos distribuídos na orla estão as alamedas próximas aos canais da praia, postos de salvamento e grandes praças, como a Praça do Surfista e a Praça do Sapo, entre outros. A CET-Santos ainda destaca que, ao longo da orla de Santos, há 142 paraciclos que, juntos, somam 284 vagas para estacionamento de bicicletas. Proposta de lei vetada A proposta, de autoria do vereador Fábio Duarte (PL), tinha como objetivo estimular o uso da bicicleta como alternativa para facilitar a mobilidade de praticantes de esportes e atividades de lazer. O projeto, apresentado na Câmara em 2024, previa uma alteração no Plano Diretor de Santos para permitir que ciclistas estacionassem suas bicicletas na faixa de areia da praia. O tráfego de veículos, no entanto, permaneceria proibido, como já ocorre atualmente. Na justificativa, o vereador defendeu que a regulamentação deveria ser guiada pelo bom senso. Ele ressaltou que, pelas regras em vigor, praticantes de esportes e frequentadores da orla enfrentam dificuldades para estacionar suas bicicletas após o deslocamento até a praia. Segundo ele, a iniciativa buscava justamente atender esse público. O texto chegou a ser aprovado em duas votações na Câmara, mas acabou vetado pelo prefeito no dia 17 de abril, com publicação no Diário Oficial em 22 de abril. Justificativa da proibição O prefeito pontuou que o projeto generalizou o estacionamento sem instituir um regramento específico para a sua autorização “em uma área caracterizada pela alta densidade de frequentadores, especialmente em fins de semana, feriados e nas temporadas”, conforme trecho do veto no Diário Oficial. Rogério Santos também citou que a autorização poderia gerar obstáculos físicos em áreas sensíveis, como as passagens de serviço na faixa de areia, prejudicando a circulação de banhistas e comprometendo a segurança pública.