Unidade de Pronto Atendimento Central, na Vila Mathias, tem dois médicos com RQE; contratos mudarão (Sílvio Luiz/ AT) A presença de pelo menos um médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) será obrigatória nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Santos, no litoral de São Paulo, durante todo o período de funcionamento. A lei, sancionada pela prefeita em exercício Audrey Kleys (PSD), é de autoria do vereador Marcos Caseiro (PT). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Médico aposentado pela Prefeitura e formado há 37 anos, Caseiro afirma ter apresentado o projeto após receber reclamações de moradores sobre a qualidade do atendimento nas unidades. Caseiro diz ter feito vistorias nas UPAs e constatado que muitos médicos são recém-formados e têm pouca experiência. “São terceirizados. Muitos não fizeram residência médica nem possuem especialidade”, descreve. Para obter o RQE, o médico precisa concluir residência médica ou conquistar o título de especialista após aprovação em exame. A certificação é a única que autoriza legalmente o profissional a se anunciar como especialista. A nova legislação determina que o médico integre a escala da unidade e permaneça disponível para atendimento clínico, suporte diagnóstico, tomada de decisões assistenciais e orientação técnica às equipes. As especialidades priorizadas deverão seguir regras do Ministério da Saúde, do Conselho Federal de Medicina e o perfil epidemiológico da rede municipal. Falta regulamentar A Secretaria de Saúde informou que cumprirá a lei em todas as UPAs, sem necessidade de novos concursos, e regulamentará as medidas necessárias para sua adoção. A UPA da Zona Leste tem 12 médicos com RQE; a Central, dois, e a da Zona Noroeste, 25. Nesta última, o contrato com o prestador exige experiência mínima de dois anos. A pasta acrescenta que, com a sanção da lei, os contratos com as organizações sociais responsáveis pela administração das unidades precisarão ser aditados (alterados) pela Prefeitura.