Expansão do programa deve atingir diferentes regiões da cidade ao longo deste ano; economia com lâmpadas de LED pode chegar a 50% (Alexsander Ferraz/AT) A modernização da iluminação pública em Santos já alcança 79,37% dos pontos de luz da cidade. Ao todo, são 13,5 mil luminárias de LED instaladas nos últimos três anos, dentro de um universo de 24.688 pontos existentes, segundo dados atualizados até o fim de março. Contudo, o total de pontos de LED é ainda maior na Cidade — cerca de 19,5 mil — porque as substituições ocorrem há mais de uma década. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O avanço faz parte de um programa contínuo da Prefeitura, que pretende atingir 100% da iluminação urbana até 2027. Só este ano, haverá a modernização de nove a dez bairros. Segundo o engenheiro eletricista Paulo Aguina, responsável pelo programa, o planejamento segue um cronograma que contempla todas as regiões da cidade. “A nossa meta para este ano é modernizar de nove a dez bairros, o que representa de cinco a seis mil pontos. Como já estamos com quase 80% da cidade atendida, vamos avançar com o restante gradativamente até chegar aos 100% em 2027”, explicou. Atualmente, 15 bairros já contam com iluminação 100% LED: Gonzaga, Rádio Clube, Estuário, Macuco, Encruzilhada, São Jorge, Caneleira, Jabaquara, Vila Mathias, Campo Grande, Ilha Diana, Piratininga, José Menino, Pompeia e Vila Belmiro. A expansão do programa deve atingir diferentes regiões da cidade ao longo deste ano. Na orla, a previsão é concluir a Ponta da Praia e avançar em bairros como Aparecida e Embaré, além do início das intervenções no Marapé. Na Zona Noroeste, os trabalhos devem chegar a Santa Maria e Bom Retiro. Nos morros, a Nova Cintra já recebe melhorias e a próxima etapa inclui o São Bento. A Área Continental também está no cronograma, com previsão de atendimento em Caruara, Monte Cabrão e outras localidades, além de intervenções no Centro Histórico. Consumo menor A substituição das lâmpadas antigas por LED tem impacto direto no consumo de energia. De acordo com Aguina, a redução média varia entre 40% e 50%. “Por ser um componente eletrônico, o LED ilumina mais e consome menos. Dependendo da troca, conseguimos reduzir pela metade o consumo de energia”, afirmou. No acumulado do programa, a economia estimada é de 1.777.320 kWh, o que representa cerca de R\$ 1 milhão. Segundo o engenheiro, esse volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 7 mil residências. Além da economia, a qualidade da iluminação é apontada como um dos principais ganhos. A luz branca e mais intensa melhora a visibilidade nas vias e contribui para a segurança. “A iluminação em LED permite identificar melhor pessoas e objetos. Isso ajuda tanto o motorista quanto as câmeras de monitoramento”, destacou. Outro benefício é a durabilidade das luminárias. Enquanto as lâmpadas antigas tinham vida útil média de até quatro anos, as de LED podem chegar a até dez anos. “São luminárias que podem alcançar até 50 mil ou 60 mil horas de funcionamento, o que reduz bastante a necessidade de manutenção”, explicou Aguina. Bairros A definição dos bairros atendidos leva em conta fatores como fluxo de pessoas, proximidade de escolas e áreas com maior vulnerabilidade, além de demandas de órgãos de segurança e mobilidade. “A gente prioriza locais com grande circulação e regiões onde a iluminação pode contribuir mais para a segurança”, disse. O principal desafio para a ampliação do programa ainda é financeiro. A execução depende da arrecadação da contribuição de iluminação pública, que financia o serviço. As lâmpadas substituídas passam por descarte ambiental adequado, enquanto as estruturas metálicas são destinadas a leilões como sucata ou reaproveitadas em alguns casos.