Participantes e apresentadora do Podcast Santos no Ar (Virgínia Costa) No mais novo episódio do podcast ‘Santos no Ar’, comandado pela jornalista Cláudia Duarte, a saúde foi a pauta da vez. Homens e mulheres que desejam envelhecer com saúde e bem - estar devem ficar atentos aos sintomas que o corpo e o cérebro apresentam, principalmente depois dos 40 anos. E eles costumam ser diferentes para cada sexo. -youtube (1.433139) Mariana Paiva, ginecologista e obstetra, fala sobre a importância da reposição hormonal para as mulheres que entram na menopausa. “Sempre enxerguei a reposição hormonal como um milagre na vi da da mulher, amenizando os famosos sintomas como fogachos, falta de sono, perda de memória... Mas, o fundamental é trabalhar com a prevenção”. Ela lembra do início da profissão quando a reposição não era bem vista e como, com o tempo, muitas pesquisas e o avanço da medicina, essa visão mudou. O médico Marcelo Bechara lembra da importância da reposição hormonal também como uma proteção cardiovascular e óssea para a mulher. “O estradiol é muito importante nesse sentido. Até chegar a menopausa, a mulher está mais protegida que o homem. Depois essa porcentagem se iguala e a reposição ajuda a elevar novamente”. Porém, ambos alertam para que um check-up, incluindo avaliação cardiológica, seja feito depois dos 40 anos, antes de começar a reposição hormonal. Marcelo adverte que “a partir do momento que a mulher já tem risco cardiovascular alto ou uma doença arterial instalada, por exemplo, a reposição chega a ser contraindicada”. Homens e prevenção Os homens, em geral, não costumam lidar com a saúde de forma preventiva. Marcelo alerta que esse posicionamento é muito prejudicial já que “a partir dos 35, 40 anos há uma queda da testosterona, que vai impactar a vida do homem porque ela está ligada ao aumento da gordura abdominal e a diminuiç ão do metabolismo, por exemplo. Então, o check - up é fundamental até para ver se se há necessidade de fazer reposição hormonal de testosterona”. Marcelo Bechara (Virgínia Costa) Obesidade, uma doença crônica Mariana e Marcelo concordam que a obesida de é uma doença grave, já que ela deflagra todas as outras. Marcelo acredita que a sociedade precisa encarar a obesidade de maneira mais séria. “Existem cada vez mais crianças e adolescentes extremamente obesos. É preciso melhorar a alimentação e estimular a atividade física. Os pais precisam estar atentos”. Equilíbrio é o segredo Para uma vida mais saudável, corpo e mente precisam estar em harmonia. É preciso equilibrar uma boa alimentação com atividade física, visitas regulares ao médico, tempo de laze r, estar atento aos sinais e sintomas do organismo. Lembrando que o que funciona para uma pessoa, não necessariamente vai funcionar pra outra. Mariana comenta que o olhar do médico para a medicina funcional é muito importante. É preciso enxergar o pacient e como um todo. “A medicina se setorizou e o olhar para o paciente ficou restrito. A medicina funcional é apaixonante porque conseguimos olhar para o paciente de maneira integrada. Devolvemos o que é mais importante, que é a qualidade de vida”. Mariana Paiva (Virgínia Costa) Empreender na medicina Marcelo acredita que é muito importante que o médico entenda também de gestão. “Minha mulher toca essa parte para que eu consiga me dedicar mais à medicina. Mariana sentiu dificuldade em ver o consultório como um negócio. “Eu tive que contratar uma empresa para fazer a minha precificação, porque eu realmente não sabia quanto custava o meu trabalho, que envolve tempo, atualizações... A gente não para de estudar n unca”. Uma dica que os dois deixam para os médicos que querem empreender é que amem a profissão, mas também se amem e se respeitem. “Tem que ser muito humano para cuidar de outro ser humano. Não podemos perder a humanidade e o brilho nos olhos de cuidar do próximo. E esse mesmo amor, que é dado para o outro, tem que se estender para si próprio”, finaliza Mariana. Onde assistir? Além de poder conferir os episódios dentro do site de A Tribuna, o podcast Santos no Ar também estará disponível no Spotify e YouTube. *Esse podcast é de responsabilidade da autora e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabiliza m e nem podem ser responsabilizadas pelo conteúdo veiculado neste espaço .