Lixo pode facilitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito; população deve fazer a sua parte (Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) Mesmo após registrar queda de 86,3% nos casos de dengue este ano, Santos mantém o reforço nas ações contra o Aedes aegypti. Nesta quinta-feira (1º), a cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, iniciou a quarta Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, levantamento usado para medir a infestação do mosquito e definir as áreas que exigem maior atenção. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Até 30 de outubro, agentes do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), da Secretaria Municipal de Saúde, devem vistoriar cerca de 5,4 mil imóveis, o equivalente a aproximadamente 600 por bairro. O novo levantamento ocorre em um cenário bem diferente do observado no ano passado. Entre janeiro e setembro de 2026, Santos contabilizou 620 casos de dengue, contra 4.525 no mesmo período de 2025. Também houve melhora nos indicadores de gravidade da doença. Neste ano, foram registradas duas hospitalizações, sem mortes. No mesmo intervalo de 2025, a Cidade teve 17 internações e seis óbitos. Apesar da queda nos casos, os levantamentos realizados ao longo de 2026 indicam que a circulação do mosquito ainda requer atenção. Em janeiro, o Índice de Breteau (IB) ficou em 3,7, dentro da faixa de alerta. Em maio, subiu para 4, nível classificado como risco. Já em julho, recuou para 3, retornando à faixa de alerta. O Índice de Breteau relaciona a quantidade de imóveis vistoriados ao número de recipientes onde são encontradas larvas do Aedes aegypti. Pelos critérios adotados pelo Município, resultado igual ou inferior a 1 é considerado satisfatório; acima de 1 e abaixo de 3,9 representa alerta; e a partir de 3,9 indica risco. Prevenção A principal forma de prevenção da dengue é a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada. Caixas d’água: mantenha-as bem tampadas e vedadas. Vasos de plantas: coloque areia até a borda nos pratinhos ou remova-os. Garrafas e recipientes: guarde-os sempre virados para baixo e longe da chuva. Calhas e ralos: limpe folhas e sujeiras das calhas e tampe ralos pouco usados, aplicando água sanitária. Lixo e entulhos: descarte o lixo em sacos bem amarrados e não deixe materiais que acumulem água no quintal. Piscinas: mantenha o tratamento da água com cloro regularmente. Três bairros exigem atenção Outro indicador acompanhado pela Secretaria de Saúde, baseado na captura de fêmeas do Aedes aegypti, apontou Jabaquara, Campo Grande e Embaré em nível de alerta para infestação. A quarta Avaliação de Densidade Larvária (ADL) servirá para atualizar o mapa de risco da Cidade e identificar os pontos com maior concentração de criadouros. A partir dos resultados, o Centro de Controle poderá direcionar visitas domiciliares, mutirões, ações educativas e outras medidas de controle. Durante as vistorias, os agentes também orientam os moradores sobre a eliminação de recipientes com água parada, locais utilizados pelas fêmeas do mosquito para a postura dos ovos. Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite doenças como zika e chikungunya. Março e abril concentraram o maior número de casos de dengue em Santos neste ano, com 128 registros em cada mês. Na sequência, foram contabilizados 63 casos em maio, 72 em junho, 34 em julho, 18 em agosto e 12 em setembro, até o momento. A pasta reforça, porém, que a queda nas notificações não elimina a possibilidade de novos casos. Por isso, a orientação é manter os cuidados dentro de casa, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias nos imóveis.