[[legacy_image_253212]] Um grande programa que inclui serviços de pavimentação, melhoria nos sistemas de macrodrenagem e microdrenagem, e obras em calçadas e passeios em 74 vias de 19 bairros de Santos. Anunciado pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) em primeira mão para A Tribuna, o projeto prevê a renovação de 25,5 quilômetros de avenidas, ruas e praças em 17 frentes de trabalho, com investimento de R\$ 200 milhões. O Estuário, com 26 ruas, é o bairro que terá mais vias beneficiadas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o prefeito, do total investido, R\$ 140 milhões virão da antiga Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Governo do Estado, R\$ 30 milhões serão em contrapartida da Prefeitura e cerca de R\$ 30 milhões, do Governo Federal. Parte das obras já começou, como na Avenida Pinheiro Machado (Canal 1), no José Menino, e na Avenida Vereador Álvaro Guimarães, no Jardim Rádio Clube. Outras estão em processo de licitação. “Na Avenida Pinheiro Machado, são dois quilômetros de obras, e vamos, praticamente, refazer tudo. Desde a ciclovia, as muretas, calçadas, o próprio asfalto, porque não só é recapeamento. Vamos remover o recapeamento, refazer microdrenagem, desde o início, ali na Presidente Wilson, onde a gente já está fazendo esse pontilhão, que estava sob risco, até a (Rua) Antônio Bento (de Amorim, no Marapé)”, diz Rogério Santos. Nos bairros, depois do Estuário, que terá 26 vias revitalizadas, o Saboó é o segundo da lista, com 15. Logo após, vêm Rádio Clube, com sete, e Aparecida, com seis. Nos 19 bairros, segundo a Prefeitura, os serviços estarão a cargo de TMK Engenharia, Fortnort Desenvolvimento Ambiental e Urbano, Sabino Comércio e Empreiteira, Construtora Ferreira Marques, Agnus Engenharia, PGV Terraplenagem e Dekton Engenharia e Construção Ltda. “Mais robustos” O prefeito destaca, entre as obras, três “projetos mais robustos”. Um na Rua Bassim Nagib Trabulsi, na Ponta da Praia; um na Avenida Vereador Álvaro Guimarães, no Rádio Clube, e um na Rua Azevedo Sodré, no Boqueirão. “Na Trabulsi, que tem um comércio muito ativo, faremos a drenagem, novas calçadas e um novo visual, como foi feito na Tolentino (Filgueiras, no Gonzaga), a Rua da Gastronomia. Fechar a rua, que tem 230 metros de extensão, seria inviável, porque ali, por incrível que pareça, é um trecho pequeno, mas moram 4 mil pessoas”, comenta o prefeito de Santos. Referência na Zona Noroeste, a Avenida Vereador Álvaro Guimarães já começou a ser revitalizada. “Ali, a gente vai revitalizar um quilômetro da via. Vamos colocar ciclovias, novas calçadas, sistema de drenagem, sinalização e arborização para revitalizar e motivar o comércio da Álvaro Guimarães, importante área comercial da Zona Noroeste”, aponta Rogério Santos. Na Rua Azevedo Sodré, o trecho entre as avenidas Conselheiro Nébias e Washington Luís (Canal 3) também terá atenção especial, afirma o prefeito, porque tem “um comércio de rua muito forte”. O projeto prevê alargamento das calçadas, drenagem e paisagismo, simultâneos às obras da Sabesp “para que tudo fique dentro das normas e com a melhor qualidade possível”. Saboó terá um piscinão contra cheias Calcanhar de aquiles no plano viário da Cidade, a entrada de Santos continua sofrendo com inundações nos dias chuvosos, especialmente no verão. Segundo o prefeito Rogério Santos, o Governo do Estado deve começar neste ano as obras de construção de um piscinão naquele ponto, no Bairro do Saboó, que pode resolver ou amenizar o crônico problema. MOTIVOS “Ali é o ponto que mais alaga em Santos, porque é uma convergência de maré, o ponto mais baixo da Cidade, e a convergência das águas que descem dos morros do Saboó e do Santa Maria. Já melhorou muito com as obras de drenagem, mas sem o bombeamento não será possível. O Governo do Estado, ainda neste ano, começa com a obra da estação de bombeamento em frente ao estacionamento do Supermercado Assaí, inclusive com o piscinão”, diz o prefeito. [[legacy_image_253213]] De acordo com Rogério Santos, a expectativa é que, após iniciada, a obra, contemplada no projeto da entrada da Cidade, seja concluída no prazo de 12 meses. (RQ) Prefeito sugere fazer obra para Sabesp e cobrar fatura Uma reclamação frequente de santistas, independentemente do bairro em que moram, é sobre os reparos mal feitos pela Sabesp ou por empresas terceirizadas pela companhia, após obras em vias e calçadas públicas. Basta rodar pela Cidade, de carro, moto, bicicleta, ônibus ou patinete, para trepidar em ruas remendadas, com asfalto de baixa qualidade, ou encarar desníveis nas vias e calçadas, para quem está a pé. Também insatisfeito com essa realidade, o prefeito de Santos teve uma reunião na semana passada com o diretor-geral de serviços da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, quando apresentou uma proposta à companhia. “Conversamos sobre a qualidade discrepante das obras de reparo em Santos. A Prefeitura tem procurado primar por essas obras de pavimentação e fica um serviço, realmente, de má qualidade (quando a via passa por alguma intervenção da Sabesp). Cobrei a mudança de paradigma nessa relação e disse que preferia trabalhar de um outro formato: reembolso. A Prefeitura faz a obra, garante a qualidade e cobra da Sabesp pelo serviço executado”, diz Rogério Santos. A proposta seria levada pelo diretor-geral da companhia ao Departamento Jurídico da Sabesp, para verificar a possibilidade de um acordo com a Prefeitura de Santos.