Catorze mapas facilitam a circulação e a compreensão dos espaços por pessoas com deficiência visual (Alexsander Ferraz/AT) O Parque Municipal Roberto Mário Santini, no José Menino, em Santos, ganhou 14 mapas táteis para facilitar a circulação e a compreensão dos espaços por pessoas com deficiência visual. Os equipamentos representam áreas do parque, prédios, equipamentos esportivos e elementos como jardins, areia, mar e a escultura da artista plástica Tomie Ohtake. O que mostram Os mapas têm textos em braile e QR codes que levam a conteúdos com audiodescrição e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). As peças estão em bases acessíveis para pessoas que usam cadeiras de rodas. O primeiro mapa, instalado no acesso principal, apresenta o parque de forma geral. Os outros 13 detalham áreas e equipamentos do parque: Praça das Gerações, pista de skate, quadra de basquete, parque infantil, Escola de Surfe, fonte interativa, pista de pump track, Museu do Surfe, Centro de Treinamento, arquibancada do surfe, sanitários, mirante, escultura de Tomie Ohtake e heliponto. As peças também representam elementos do percurso, como grama, areia, encosta de pedra, piso emborrachado, grelhas, jatos de água, alambrados, guarda-corpos, mesas, assentos e travessias. As superfícies são reproduzidas com texturas que podem ser identificadas pelo toque. As legendas estão em alto-relevo e braille, enquanto os QR codes oferecem informações em áudio e vídeos com interpretação em Libras. Recurso tem textos em braile e QR codes para conteúdos com audiodescrição e interpretação em Libras (Alexsander Ferraz/AT) Testes O projeto foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, com participação das arquitetas Daniella Yamana e Tainah Perrotta. Antes da instalação dos mapas definitivos, foram produzidos protótipos para testar materiais, formatos e a compreensão das informações. Alunos e representantes do Lar das Moças Cegas participaram dessa etapa e fizeram avaliações que contribuíram para os ajustes do projeto. A intenção foi verificar, na prática, se os elementos e texturas utilizados nos mapas poderiam ser facilmente identificados pelo toque. O desenvolvimento também teve colaboração da Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura e de profissionais e alunos do Ateliê Maker da Fábrica de Cultura, que auxiliaram na escolha e na avaliação dos materiais.