A obra da futura Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), que promete reforçar a proteção contra alagamentos na Zona Noroeste de Santos, principalmente na região do Saboó, começou a ganhar forma. No último dia 23, teve início a instalação das estacas da câmara de carga. Realizada pela Terracom, a intervenção está com cerca de 7% dos serviços executados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O sistema foi projetado para enfrentar um dos cenários mais críticos da Cidade: a combinação entre chuvas intensas e maré alta. Para isso, contará com oito motobombas verticais movidas a diesel, capazes de bombear juntas 20 metros cúbicos de água por segundo, vazão equivalente ao volume de uma piscina olímpica em cerca de dois minutos. A ordem de serviço da obra foi emitida em fevereiro deste ano, quando começaram a mobilização de maquinário e a instalação do canteiro de obras. A previsão é concluir a obra até fevereiro de 2028. Depois, a estação passará por 18 meses de operação assistida. O cronograma, porém, poderá ser estendido caso ocorram períodos prolongados de chuva ou de tempo instável que exijam a paralisação de parte dos serviços. Com investimento de R\$ 153,3 milhões, sendo desse total R\$ 149,2 milhões financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF) e o restante contrapartida da Prefeitura, a EEC6 está sendo erguida na Avenida Engenheiro Augusto Barata, 1.433. Beneficiará uma área de aproximadamente 2 km², principalmente o Saboó. Segundo o chefe do Departamento de Infraestrutura de Santos, Ronald Santos Lima, a construção está na etapa de terraplenagem, que consiste na preparação e consolidação do terreno. Na sequência, serão executadas as fundações e contenções, antes da implantação dos reservatórios, lajes, paredes e vigas. Depois, será a vez da instalação dos sistemas hidráulico, elétrico e de automação, além das bombas. “É uma obra de grande complexidade por causa das características do solo da região, que é muito mole. Cada etapa exige soluções específicas para garantir a estabilidade da estrutura e a segurança da execução”, afirma Ronald. O engenheiro explica que a estação atuará conforme as condições de maré e chuva. Em maré baixa, as comportas permanecem abertas para o escoamento natural da água. Quando a maré sobe, elas são fechadas para impedir que a água invada o bairro. Se houver chuva intensa nesse período, entram em funcionamento as bombas, responsáveis por retirar a água acumulada enquanto as comportas bloqueiam a maré. "É essa operação conjunta que permite mitigar os efeitos dos alagamentos”, resume. Concluída a construção, a empresa permanecerá responsável pela operação assistida durante 18 meses. Nesse período, fará o monitoramento do sistema, operará comportas e bombas, acompanhará os painéis de controle e executará a manutenção necessária para garantir o pleno funcionamento da estação. Equipamento será o segundo na ZN A EEC6 será a segunda estação elevatória da Zona Noroeste. A EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, em funcionamento desde maio de 2023, atende os bairros Castelo e Areia Branca, em Santos, além do Jardim Guassu, em São Vicente. O sistema reúne comportas, canal, reservatório e bombas para impedir a entrada da maré e acelerar o escoamento das águas pluviais. No futuro, a nova estação será integrada às EEC0 e EEC9, previstas para atender Vila Haddad e Chico de Paula. Futura EEC 6, em obras, fará parte de amplo sistema de drenagem (Terracom/Divulgação) A obra também avança em paralelo à canalização do Rio Lenheiros, realizada em parceria com a MRS Logística e apoio do Governo Federal. As intervenções incluem a construção de galerias para conduzir as águas pluviais sob a linha férrea até o Rio Lenheiros. A concessionária investirá cerca de R\$ 150 milhões nas galerias sob a linha férrea. A intervenção integra o Programa Santos Mais, maior projeto de macrodrenagem da história de Santos, que reúne obras para ampliar a drenagem urbana, reduzir os alagamentos e tornar a Cidade mais resiliente diante de eventos climáticos extremos.