[[legacy_image_140554]] Uma iniciativa adotada na rede municipal de Santos há oito anos virou um núcleo de formação de multiplicadores para outras escolas públicas e privadas. Criado pelo médico Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto Jovem Doutor foi criado em 2007 e ganhou a adesão das escolas municipais de Ensino Fundamental de Santos em 2014. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Há um ano, virou política pública permanente por meio de lei proposta pela vereadora Audrey Kleys (PP). E, em dezembro passado, por iniciativa do professor Chao e de dez educadores que capacitou, foi criado o Núcleo de Inovação e Implantação de Educação Vivencial em Saúde. O programa busca aplicar conceitos básicos de prevenção em saúde em turmas de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, e os alunos multiplicam desse conhecimento em outras turmas da escola. O projeto utiliza novas tecnologias digitais, como computação gráfica e impressora 3D, fazendo com que os adolescentes aprendam de maneira simples, por exemplo, sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, puberdade, bullying e ciberbullying, higiene bucal e das mãos. Prevenção 4.0Chao Lung Wen explica que a criação do núcleo é um sinal de maturidade do programa, que na rede municipal de Santos já formou mais de 1 mil estudantes em sete anos. “Só a tecnologia não funciona, é preciso ter o papel do professor para que esse conteúdo faça sentido. E, quando a gente consegue envolver o próprio aluno nesse conhecimento, cria-se uma educação moderna e cativante, uma bandeira de cooperação em rede.” O núcleo é desvinculado da Prefeitura e terá o papel de articular e capacitar outros lugares que tenham vontade de conhecer o Programa Jovem Doutor/ Telemedicina USP com a experiência na rede municipal. Chao acredita que também será uma oportunidade de formar parcerias com as universidades da região, especialmente as que mantêm cursos na área de Saúde. “Será bom para os universitários também, porque podem estender o conhecimento que adquirem e ampliar o universo de trabalho”. Aos universitários que fizerem o curso de capacitação, será oferecido um certificado. Entre paresO médico acredita que o modelo vivido em Santos pode servir de exemplo a outras cidades. “É o aprendizado entre pares, jovens ensinando para jovens.” “Para os professores, o programa representa muito, porque eles se sentem motivados, têm o reconhecimento dos alunos e dos familiares”, diz a professora Ana Lúcia Lopes, que integra o programa na rede municipal de Santos. No programa instituído em Santos, vários alunos que passaram pelo Santos Jovem Doutor acabam se voluntariando mesmo quando já estão no Ensino Médio e, até, na universidade. ConstruçãoAlém do professor Chao, o núcleo criado em Santos tem outros dez educadores, e já pode ser procurado por outras escolas públicas e privadas. No site do programa há caminhos para contatar os organizadores e iniciativas semelhantes que já existem em outras cidades brasileiras.