Papel, papelão, plástico, PET, vidro, alumínio e até chapas de raios X: mais de 30 materiais são selecionados, depois vendidos à indústria (Alexsander Ferraz/AT) Em meio ao aumento do período de coleta nos bairros, Santos ganhou uma nova estação de triagem de materiais recicláveis. A nova unidade, Recicla Santos, fica na Avenida Martins Fontes, no Saboó, em uma área de 7.780 metros quadrados (m²). O prefeito Rogério Santos (Republicanos) relembrou que, desde maio, os bairros passaram a contar com a coleta seletiva duas vezes por semana. Antes, o serviço ocorria semanalmente. “A gente precisava modernizar o processo para que tivéssemos um aproveitamento mais eficiente”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura de Santos, mais de 30 categorias de materiais, entre papel, plástico, eletrônicos e até chapas de raios X, podem ser separadas na nova estação. Após a triagem, os resíduos são comercializados para as indústrias, onde voltam a ser utilizados como matéria-prima. A estrutura integra a parceria público-privada (PPP) firmada entre a Prefeitura e o consórcio Terra Santos para a limpeza urbana e a gestão dos resíduos sólidos. A gestão da triagem é feita pela Coopercaps. Para o prefeito, a modernização da estrutura terá impactos ambientais, sociais e econômicos. “É um processo pensando em melhores equipamentos, mas também nas pessoas, na natureza, nas mudanças climáticas e na economia, porque isso também gera economia para os cooperados”, afirmou. Nova estação fica no Saboó, um ponto estratégico para reduzir o percurso dos caminhões da coleta (Alexsander Ferraz/AT) Os trabalhos Inicialmente, cerca de 60 cooperados estarão envolvidos na operação. Desses, 22 atuarão simultaneamente na separação manual dos materiais em uma esteira elevada de triagem. Com a equipe completa, a produtividade pode chegar a cinco toneladas por hora. Segundo Telines Basílio, diretor-presidente da Coopercaps, a operação começará utilizando cerca de 50% da capacidade da estrutura e será ampliada gradualmente. “Quando a planta estiver operacionalizando 100%, a gente pretende gerar aqui 120 postos de trabalho”, afirmou. Rogério Santos também afirmou que cooperativas que já atuam na Cidade poderão participar do processo por meio de futuras parcerias e dos ecopontos. “São várias cooperativas que já existem na Cidade e que querem participar do processo. A gente pode, sim, ampliar a parceria com cooperativas já existentes, que complementariam ou suplementariam o processo que a gente está fazendo aqui”.