Santos deu início à elaboração do seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa. O estudo mapeará quais setores mais contribuem para a poluição na Cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme a Prefeitura, a pesquisa será realizada pelo Iclei América do Sul, rede global de governos locais voltados à sustentabilidade, após a assinatura do contrato. A previsão é de conclusão no próximo semestre. O objetivo é identificar as principais fontes de emissões na Cidade, como transporte, consumo de energia, resíduos, processos industriais e atividades portuárias, e orientar políticas públicas para reduzir esses gases. Substâncias como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso retêm calor na atmosfera e, em excesso, intensificam o aquecimento global e agravam as mudanças climáticas, diz o Município. O inventário deve ajudar a tirar do papel ações previstas no Plano de Ação Climática de Santos (Pacs). O documento, elaborado entre 2018 e 2021 em conjunto com universidades, sociedade civil e setor privado e com apoio técnico da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), estabelece como meta tornar Santos neutra em carbono até 2050. Espera-se que o levantamento forneça dados para direcionar melhor investimentos e políticas públicas, buscando cumprir um dos eixos do Pacs. Os resultados serão apresentados pela Seção de Mudanças Climáticas e devem embasar um Plano Municipal de Mitigação, a atualização das metas do Pacs até 2030, o uso de verba em tecnologias limpas e a participação de Santos em redes globais de cidades climáticas. O Município ressalta que a elaboração do inventário ocorre em um cenário de impactos já observados em Santos, com destaque para elevação do nível do mar, ressacas e chuvas extremas. Apuração Os inventários de emissões de gases de efeito estufa são feitos, em geral, com base em cálculos de consumo e medição de atividades. No setor de transporte, por exemplo, entra o volume de combustíveis utilizados. Também são considerados o consumo de energia elétrica, o volume de esgoto tratado e a quantidade de resíduos destinados a aterros. “Os dados coletados são aplicados em uma metodologia padronizada que apresenta a quantidade de gases poluidores emitidos em um determinado período”, cita a Prefeitura. Metodologia O estudo seguirá o padrão internacional GPC (sigla, em inglês, de protocolo global para a comunidade, com inventário de emissão de gases de efeito estufa), utilizado para a contabilização do que for emitido. Com isso, os resultados de Santos poderão ser comparados aos de outras cidades do mundo e se poderá facilitar o acesso a financiamentos voltados a projetos climáticos. A Prefeitura acrescenta que a metodologia assegura mais transparência e credibilidade aos dados.