[[legacy_image_23153]] A Prefeitura de Santos estuda um pacote de estímulos para a economia após a pandemia de coronavírus. O anúncio foi feito pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), durante uma edição especial do A Região em Pauta, com o tema "Santos no combate ao Coronavírus", com transmissão ao vivo na página do Facebook do Grupo Tribuna. Também participaram do debate o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Omar Assaf, o presidente da Associação Comercial de Santos, Mauro Sammarco, o médico infectologista Marcos Caseiro e o presidente do Grupo Mendes, Paulo Mendes. A mediação foi da jornalista e editora-chefe de A Tribuna, Arminda Augusto. “Ninguém vai passar por isso sozinho. O emprego a gente pode recuperar, a vida não. Portanto, ela é o mais importante neste momento. Mas o emprego terá todo o nosso trabalho e esforço para que seja mantido e para que as pessoas tenham a sua dignidade”, explicou Paulo Alexandre. Segundo ele, que também é presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Santos terá um programa de incentivo com Refis e recuperação de débitos, além de outras isenções e suspensões. “Estamos estudando tudo nos mínimos detalhes para que o setor produtivo possa voltar a alavancar a nossa economia. Teremos a dedicação para salvar e estimular o setor produtivo da nossa cidade da mesma forma que estamos sendo implacáveis na defesa da vida das pessoas.” O prefeito explica que novidades serão anunciadas nos próximos dias, e que elas dependem dos governos Estadual e Federal. Segundo Paulo Alexandre, é preciso aguardar a manifestação do governador João Doria (PSDB) sobre os próximos passos a serem adotados no Estado e uma posição do Governo Federal sobre a questão econômica. “A Prefeitura tem estudado ações impactantes e queremos ter clareza do cenário para ter medidas ainda mais efetivas. Estamos aguardando a conclusão dessas variáveis para determinar o programa de incentivo consistente para o comércio. A única certeza é de que sairemos dessa melhores, mais solidários e unidos”, considerou o prefeito. Para o prefeito, as pessoas precisam ficar em casa e isso não tem sido respeitado na totalidade. "Um reflexo disso é o aumento no número de casos. O adiamento da abertura do comércio é reflexo do comportamento errado.” Outro lado O presidente do Grupo Mendes, Paulo Mendes, defende ser fundamental mudar a impressão de medo e pavor da população. Para ele, as medidas vão sendo construídas, às vezes certas, às vezes erradas, mas de acordo com informações. “Após a liberação do comércio, algumas portas seguirão fechadas, e isso é muito triste. Outras portas abrirão, mas depois terão de fechar. Sem vida não tem emprego. E digo que sem emprego não tem vida". Para ele, as pessoas não estão respeitando o isolamento social. "Estabelecer uma meta é imprescindível. Estou nos setores de comércio, hotelaria e imobiliário. Se não quisermos dar muitos passos para trás em segmentos da nossa economia, temos de ajudar esses setores.” De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Omar Assaf, o setor já registrou mais de 25 mil contratos de trabalho interrompidos. E os 44 mil desempregados que já havia na região serão multiplicados por dois ou três durante o período de pandemia de coronavírus. “Existe uma família que é sustentada pela lojinha que parece não ser nada, Tem um lar, pode ter uma criança especial, um idoso. A gente pede a volta para a normalidade, mas não desprezando a ciência. O comércio precisa abrir. Peço que o doutor Marcos Caseiro veja o comércio como um paciente na UTI e que está morrendo. É preciso salvar a vida dos dois lados, a do comerciante e da população”. O presidente da Associação Comercial de Santos, Mauro Sammarco, julga preciso buscar dados no mundo para entender como agir na região, mas sempre respeitando as diferenças entre as localidades. “Temos de equilibrar as coisas para que os impactos econômicos não sejam maiores do que os necessários. É preciso pensar na saúde em primeiro lugar, mas enxergar também o horizonte para poder salvar a economia."