Prefeitura de Santos diz não ter intenção de transferir apresentações e que as de 2027 estão confirmadas (Sílvio Luiz/ AT) Para manter os desfiles das escolas de samba na Zona Noroeste, a Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess) pediu o tombamento da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, do complexo cultural e de áreas adjacentes, no Castelo. A proposta é analisada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) nesta quinta-feira (16) no Paço Municipal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O presidente da Licess, Fábio Przygoda, afirmou que o objetivo é preservar a vocação histórica e cultural do conjunto. O pedido foi feito em 23 de junho. “Trata-se de um espaço que faz parte da história do Carnaval santista e da própria memória cultural da Cidade, reunindo há décadas escolas de samba, comunidades, artistas e milhares de pessoas em torno de uma das manifestações populares mais tradicionais de Santos”, diz. Para Przygoda, Santos não tem outro espaço com dimensões e estrutura capazes de receber o Carnaval. Por isso, o pedido inclui as áreas adjacentes. “Não faria sentido preservar apenas a pista e permitir que os espaços indispensáveis aos desfiles fossem ocupados de maneira a inviabilizar a realização do Carnaval.” A Prefeitura informou manter o planejamento para que os desfiles continuem na Zona Noroeste e que não há intenção de transferi-los. Destacou que a região é o palco oficial do Carnaval santista desde 2006 e que, para 2027, as estruturas temporárias serão montadas normalmente, com desfiles já confirmados para 29 e 30 de janeiro. Sobre o pedido de tombamento, o Condepasa confirmou ter recebido a comunicação da Licess e que ainda não há posicionamento sobre o pedido. Contexto A iniciativa da Licess surge em meio a discussões sobre o futuro do sambódromo. Conforme publicado por A Tribuna em 2023, o crescimento populacional da Zona Noroeste e a possibilidade de novos empreendimentos imobiliários no entorno poderiam comprometer a estrutura para os desfiles. Na época, a hipótese era levar a Passarela para a área da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na Vila Mathias.