[[legacy_image_313309]] Santos deve ter, em breve, um Museu do Samba, espaços para o Conselho do Samba e outras manifestações da cultura negra. Serão onde ficava o Quilombo do Pai Felipe, no estacionamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na Vila Mathias. Também foi revelado que o Parque Municipal Roberto Mário Santini, no José Menino, deve contar nos próximos meses com um local para a prática da capoeira. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As ações foram anunciadas pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos), durante evento na Praça Palmares, no Macuco, em Santos, que marcou as celebrações do Dia da Consciência Negra. Participaram, por exemplo, políticos, representantes do movimento negro e de religiões de matriz africana, grupos de capoeira e as velhas guardas das escolas de samba União Imperial e X-9. Em agosto, o secretário de Cultura, Rafael Leal, já havia levantado para A Tribuna as possíveis novidades. O anúncio oficial deve ocorrer em 2 de dezembro, quando é comemorado o Dia Nacional do Samba. “Santos tem muitas referências na cultura negra, foi ativa na luta contra a escravidão e o faz contra o preconceito. É a cidade de Esmeraldo Tarquínio (prefeito cassado pela ditadura) e Alzira Rufino (fundadora e diretora da Casa de Cultura da Mulher Negra, morta em abril deste ano). Temos levado, para todos os cantos da Cidade, as culturas que formaram a cultura santista”, diz o prefeito. [[legacy_image_313310]] Políticas afirmativasCoordenador de Igualdade Racial e Étnica da Prefeitura, Ivo Miguel Evangelista vai na mesma linha. “Estamos sempre empenhados em desenvolver políticas afirmativas para valorizar a comunidade negra e superar as barreiras do racismo. Temos iniciativas em andamento e outras por vir.” Ele destaca a reserva de 20% de cotas no serviço público de Santos como algo positivo, além da comissão de étnico-identificação, para as pessoas que se colocam como afrodescendentes. “O Fundo Municipal de Igualdade Racial, que também criamos, é importante para que possamos favorecer as políticas públicas de suma importância.” A presidente do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e de Promoção da Igualdade Racial de Santos, Mary Francisca do Careno, avalia que se permitem celebrar avanços, mas há espaço para evoluir. “A gente precisa colocar os adolescentes negros e negras no curso superior.” Cultura de pazResponsável pela Festa de Iemanjá em Santos, o bablorixá Pai Marcelo de Ologunédé acrescenta que o Dia da Consciência Negra deve ser celebrado com ações práticas. “Que as pessoas se conscientizem, comemorem, mas atuem no seu dia a dia. (...) Temos uma reparação muito grande a ser feita a esses povo, seus ancestrais e descendentes”, observa.