[[legacy_image_301795]] As medidas para desacelerar o processo de erosão costeira em Santos devem ser expandidas além do previsto. O plano é que os geobags, barreiras subterrâneas com sacos de areia que existem desde 2018 na Ponta da Praia, sejam instalados até a direção do Canal 4 em alguns anos, não especificados. Até então, cogitava-se estendê-los para a altura do Canal 5. Com o aumento da maré que atingiu a Cidade recentemente, a orla de Santos foi atingida por fortes ondas, que invadiram ruas e avenidas. Fala-se em um novo projeto da Autoridade Portuária de Santos (APS), acompanhado pela Prefeitura e que será viabilizado a partir de estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto piloto que deu início às barreiras, de autoria da Prefeitura e instaladas por ela, utilizou um estudo da Unicamp e verba municipal. Ao longo do monitoramento da eficácia da ação, a Prefeitura contratou um levantamento topográfico. O coordenador de Pós-Graduação da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Tiago Zenker Gireli, explica que a maré astronômica (induzida pela atração da Lua e do Sol) e as condições meteorológicas da última semana elevaram o nível do mar acima do normal. Antes, reparosO secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, solicitou que, antes da expansão do projeto existente, haja um estudo de balneabilidade e reparos para que os geobags continuem funcionando. O pedido ocorre após a APS firmar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para estudar, projetar e implantar uma solução para ampliar o projeto piloto. A análise de balneabilidade servirá para detectar possíveis impactos que as estruturas teriam ao formar um obstáculo em frente aos canais. Outro pedido é a sinalização, com boias, dos geobags existentes. “Nós vimos que está funcionando, acumulando areia, mas poderia estar acumulando mais. Por que não está? Porque há dois bags que precisam de reparos. Eu pedi à APS, neste processo junto ao MPF, que, antes, de se fazer a extensão, se faça o reparo”, reitera Libório. O secretário informa que o contrato de monitoramento com a Unicamp acabou, mas que a Prefeitura mantém essa tarefa periodicamente. Os resultados dos levantamentos contratados são compartilhados com a universidade. Tiago Gireli confirma que alguns geobags precisam ser enchidos novamente. Também há aberturas entre eles, resultantes da implantação, mas não previstas no projeto. Possível ampliaçãoOs estudos preveem a ampliação do projeto inicial, de forma submersa, até a direção do Canal 4, também nos trechos dos bairros Aparecida e Embaré. De acordo com a APS, um cronograma de execução da Unicamp prevê, ao menos, 15 meses de trabalho para o projeto ser consolidado. Isso se dá, especialmente, em razão da necessidade de conduzir “complexos estudos de modelagem”. A APS executará a obra, cujos dimensões, extensão, desenvolvimento, licenciamento ambiental e licitação somente poderão ser determinados após estudos e modelagens.