Santos descarta possibilidade de surto de leishmaniose visceral

Secretaria municipal de Saúde disse que mantém sob controle os 29 casos registrados em cães em 2018

Por: De A Tribuna On-line  -  23/01/19  -  10:54
Veterinário explicou que quanto mais cedo se detecta a doença, mais fácil é o tratamento
Veterinário explicou que quanto mais cedo se detecta a doença, mais fácil é o tratamento   Foto: Rogério Bomfim/PMS

A Secretaria de Saúde de Santos descartou a possibilidade de surto de leishmaniose visceral. A doença infecciosa não contagiosa é transmitida por um inseto conhecido popularmente como mosquito-palha e foi identificada em cães da Cidade a partir de 2015.


De acordo com a pasta, os 29 casos registrados em animais no ano passado estão sob controle e não há registro de munícipes infectados nos últimos anos.


“Não há epidemia. A Cidade só é considerada endêmica da doença quando o vetor (transmissor) é localizado. Em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), fazemos buscas dos vetores nas matas. Até o momento, eles não foram encontrados, sendo Santos considerado município em estudo, o qual passa por pesquisa entomológica”, explicou a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras.


De acordo com a secretaria, sempre que há um caso positivo, a Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz) realiza investigação sorológica para verificar se há transmissão para outros animais. Desde 2015, já foram 1.001 coletas de amostras de sangue de animais, com 952 negativos e 49 positivos (com 27 mortes). Os cães são considerados reservatórios da doença e fonte de infecção para o vetor (inseto). Ou seja, a doença não passa de cão para cão, nem de cão para pessoa, somente pela picada do mosquito transmissor infectado.


Os munícipes cujos cães apresentem os sintomas devem procurar o atendimento veterinário. Na rede pública, a opção é a Codevida, localizada na Avenida. Francisco Manoel s/n°, no Jabaquara. O atendimento é realizado de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Mais informações pelos telefones (13) 3203-5593 ou (13) 3203-5075.


Secretaria cria comissão


A Secretaria de Saúde de Santos criou uma Comissão de Investigação, Prevenção e Controle da Leishmaniose. O grupo reúne representantes de diversos setores da Administração, autoridades de saúde pública e ligadas à preservação da vida animal.


Além disso, a pasta também informou que realiza a capacitação periódica dos agentes de controle de endemias e demais profissionais de saúde da rede municipal, incluindo a equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC), que orienta a população em escolas, espaços públicos e associações.


Sintomas daleishmaniose visceral


Doença considerada crônica, os sintomas daleishmaniose visceral demoram de dois a três anos para aparecer no animal e incluem pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Com seu avanço, os órgãos internos como fígado, baço e pulmão, são afetados.


“Não há cura, mas quanto mais cedo se detecta, mais fácil é o tratamento e o controle da doença. O animal tem que ser monitorado pelo resto da vida”, diz o veterinário Laerte Carvalho, responsável técnico do setor de zoonoses, alertando sobre a importância de notificar os casos à Prefeitura. “Pedimos às pessoas que não levem o animal para um lugar desconhecido, pois isso pode acarretar a disseminação da doença para outros lugares. O correto é notificar o poder público”.


Tudo sobre:
Logo A Tribuna