[[legacy_image_94507]] O Carnaval santista de 2022 está a poucos dias de uma definição. Em setembro, a Prefeitura vai se posicionar a respeito da viabilidade ou não de retomada do evento, que não foi realizado neste ano por conta da pandemia da covid-19. A Administração Municipal informa em nota que, por seguir as diretrizes de flexibilização do Governo do Estado, qualquer decisão a respeito do desfile das escolas de samba de Santos será tomada em conjunto com a Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess). “(A definição será) respaldada na análise dos dados epidemiológicos do momento e das medidas sanitárias em vigor. Vale ressaltar que a decisão terá como foco principal a proteção à saúde da população”, ressaltou a Prefeitura. O presidente da Licess, Fabio Przygoda, afirma que a expectativa é grande em torno da realização da festa. “Existe muita esperança (pela retomada), tanto que as escolas estão trabalhando e preparadas para fazer o evento. O ritmo dos projetos está bastante acelerado. A maioria das agremiações só aguarda a liberação (da Prefeitura) para a execução dos trabalhos”. Apesar da ansiedade pela volta da festa popular, Przygoda lembra que é preciso ter “responsabilidade”. “Estamos aguardando um sinal verde do poder público, no caso a Prefeitura, e das pessoas capacitadas. Existe uma conversa bem franca e aberta com a Administração, mas esperamos um sinal para o Carnaval”. Preparação O presidente da Licess conta que as escolas estão se preparando para o Carnaval. “Todo mundo está fazendo a parte teórica do desfile, com enredos, desenhos de fantasias e alegorias”. O presidente da Unidos dos Morros, Fabio Fernandes Carvalho, conta já tem o enredo definido e trabalha nos figurinos. “Nos ateliês, estamos confeccionando os pilotos de fantasias”. O vice-presidente da Real Mocidade Santista, Fernando Urso, revela ter aproveitado o enredo que não foi usado em 2021, assim como os pilotos dos figurinos. “Conforme a pandemia diminui, vamos trabalhando mais intensamente. Estamos em fase final de desenhos e plantas dos carros alegóricos”. O diretor-geral da União Imperial, Luiz Alberto Martins, o Pelé, também informou que a escola está em atividade. “A União está escolhendo enredo, organizando o barracão, separando materiais e reunindo componentes”. O presidente da Mocidade Dependente do Samba, Severino Batista de Oliveira, o Tatai, prevê o aumento de trabalhadores em outubro, caso a Prefeitura confirme o evento. A Tribuna procurou as demais escolas da Cidade, mas não obteve resposta. Sobrevivência Neste período sem Carnaval e apoio financeiro da Prefeitura, as escolas se mantiveram com recursos próprios, doações e venda de alimentos por delivery, por exemplo. As agremiações também trabalharam junto às comunidades, principalmente com a entrega de cestas básicas e produtos de higiene.