Santos debate concessão milionária da iluminação pública nesta semana

Haverá apresentação e discussão de assuntos levantados em uma consulta popular

Por: ATribuna.com.br  -  07/11/22  -  10:58
Atualizado em 07/11/22 - 16:30
A proposta de conceder o serviço tem valor de R$ 67 milhões e duração de 24 meses. Prevê troca da iluminação pública por luzes do tipo LED
A proposta de conceder o serviço tem valor de R$ 67 milhões e duração de 24 meses. Prevê troca da iluminação pública por luzes do tipo LED   Foto: Matheus Tagé/AT

Na quinta-feira (10), às 18 horas, a Prefeitura de Santos promove, no auditório do Centro Administrativo (Rua Dom Pedro II, 25, térreo, no Centro), a segunda audiência aberta ao público sobre a proposta de concessão do serviço municipal de iluminação pública.


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Na audiência, serão apresentadas e debatidas as manifestações recebidas durante a consulta pública encerrada em 2 de setembro. A proposta de concessão terá valor máximo do contrato de R$ 194,4 milhões e duração de 30 anos.


Ela prevê a troca da iluminação pública por luzes do tipo LED, controle a distância dos pontos de luz, redução do consumo de energia em mais de 50% e a instalação de uma usina de geração de energia solar.


Atualmente, das 29.457 luminárias da Cidade, segundo a Prefeitura, 40% são do tipo LED (11.879), 37% de vapor de sódio (10.809) e 23% de vapor metálico (6.769).


Com a troca, a Administração prevê redução de 53% no consumo mensal de energia, dos atuais 2.803.896 quilowatts/hora (kWh) para 1.308.015 kWh. O custo mensal com energia elétrica deve passar de R$ 1,2 milhão para R$ 749,5 mil.


A planejada usina de geração fotovoltaica, que transforma a luz do sol em energia, ainda não tem um local de construção definido. “Isso (o empreendimento) será um ganho significativo, porque é uma geração de energia limpa, que não causa efeitos ao meio ambiente”, explica o engenheiro eletricista Dionéio Alves, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe, instituição com a qual a Prefeitura fez o estudo da proposta de concessão).


Energia solar poderia manter toda a iluminação da orla, incluindo faixa de areia, jardins e avenidas
Energia solar poderia manter toda a iluminação da orla, incluindo faixa de areia, jardins e avenidas   Foto: Matheus Tagé/AT

A energia solar gerada poderá manter toda a iluminação da orla, incluindo faixa de areia, jardins e as avenidas à beira-mar, do José Menino à Ponta da Praia, diz a Prefeitura.


O investimento seria de R$ 22,8 milhões em uma usina de 5 mil metros quadrados (m2), e o Município pagaria contraprestação mensal de R$ 2,5 milhões, valor que deverá ser coberto com a arrecadação da Contribuição para Iluminação Pública (CIP).


Também está prevista a adoção de um sistema de telegestão dos pontos de iluminação, que significaria o controle a distância das luminárias (acionamento, desligamento e regulagem) e a iluminação especial de mais de 60 locais de destaque, entre monumentos, obras, equipamentos e atrações turísticas e históricas.


“Com a telegestão, teremos o controle absoluto sobre o sistema, verificando de forma remota se as luminárias estão com defeito, para realizar a manutenção, podendo diminuir e até aumentar a iluminação num determinado ponto. Durante a queima de fogos do Ano-Novo, por exemplo, as torres da praia poderão ser acionadas e desligadas a distância, sem a necessidade de envio de equipes”, destaca o secretário de Serviços Públicos, Wagner Ramos.


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