[[legacy_image_300697]] Oito meses após anunciar uma ideia para estimular o turismo de aventura na Cidade, a Prefeitura de Santos publicou, nesta sexta (29), decreto para declarar de utilidade pública 193,2 mil metros quadrados (m2) em terrenos no Morro Nova Cintra. Conforme o documento, o objetivo é a criação de um parque municipal, ainda sem data de inauguração prevista. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o decreto, assinado pela prefeita em exercício, Renata Bravo (PSDB), e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do Município, trata-se de imóveis particulares situados na Zona de Proteção Paisagística e Ambiental localizada no Loteamento Parque da Montanha, que deverão ser desapropriados judicialmente ou mediante acordo. A Prefeitura informou ontem que detalhes do projeto serão divulgados oportunamente. Em janeiro, porém, havia anunciado que criaria o Parque Ambiental Alto da Montanha, onde há cinco trilhas de fácil e média dificuldades a serem exploradas. No dia 21 daquele mês, como consta em material divulgado pela Administração, o prefeito Rogério Santos (PSDB) e um grupo de convidados fizeram um percurso de 1,5 quilômetro a partir da antiga trilha do Boi Morto. “Queremos transformar a Cidade também em referência no ecoturismo. (...) É preciso aproveitar a vocação do município, que conta com trilhas nos morros e uma Área Continental, em sua maior parte classificada como área de proteção ambiental”, declarou o prefeito, na época. Além da rota do Boi Morto, considerada de nível fácil a médio e da qual é possível observar, até, o Polo Industrial de Cubatão, outras quatro trilhas poderiam ser exploradas: Pico do Lajão (nível fácil, de onde se veem os Morros, Zona Noroeste, Ponta da Praia e Guarujá), Pico do Urubu (nível fácil, com vista para a Zona Noroeste), da Pedreira (de fácil a médio, com vista para São Vicente) e Parque Voturuá (com dificuldade média e, também, a observação de São Vicente). “A Prefeitura está em processo de negociação com a família Kieffer, proprietária da área, que integrava o loteamento Parque da Montanha, e desapropriou o terreno do futuro parque como compensação de dívidas, já registrado em cartório”, apontava o material divulgado há oito meses. Trata-se da mesma família que, como registrou A Tribuna em reportagem de 13 de janeiro de 1979, havia doado à Prefeitura a Lagoa da Saudade e uma área de 45 mil metros quadrados no alto do Nova Cintra. A matéria descrevia que faltava oficializar a doação, fixada em compromisso documentado em 11 de outubro de 1977 pelo então prefeito, Antônio Manoel de Carvalho, e os donos do terreno — o médico Júlio Kieffer, sua mulher, Marina Hungria Kieffer, o engenheiro César Kieffer, Frederico Augusto Kieffer e Ana Maria Kieffer.