[[legacy_image_267733]] No Dia Internacional do Combate à Homofobia, o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), sancionou a lei para criação do Conselho Municipal de Políticas LGBT. O órgão é composto por representantes da sociedade civil e da Administração Pública, que tem por objetivo promover a cidadania e a defesa dos direitos da população LBGTQIA+ na Cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Para nós, é importante porque são políticas na área da educação, saúde, questões urbanísticas. Esse conselho vem com uma força, porque tem poder deliberativo, consultivo, propositivo e de fiscalização”, explica o prefeito Rogério Santos. A sanção foi assinada nesta quarta-feira (17), durante evento em homenagem à data, e contou com uma palestra do juiz da 4ª Vara Cível de Santos, Frederico Messias, que tirou dúvidas e falou sobre o papel do Poder Judiciário na efetivação dos direitos LGBT+. Também houve performances com artistas drag queens. Klô Dimello, a primeira drag queen de Santos, assistiu ao evento e falou o quanto são importantes essas medidas para que as futuras gerações não precisem passar pelo que ela passou. “Essa lei é muito importante para a nova geração, traz respeito, aceitação, coisa que nós tivemos dificuldade, principalmente dentro de casa, com vizinhos, na escola, no trabalho... Mas, hoje, estamos vivendo dias de vitória, estou muito orgulhosa, muito emocionada e feliz com essa assinatura!”, comemora. [[legacy_image_267734]] Mais justiça e igualdadeO Conselho Municipal fortalece a Coordenadoria de Diversidade (Codiver), existente desde 2021. De acordo com Taiane Miyake, que está à frente do Codiver, o objetivo dessa junção é trazer mais justiça e igualdade para pessoas LGBTQIA+. “Temos como objetivo atuar na promoção da cidadania e na defesa dos direitos da população LGBT+, além de contribuir para a construção de uma cidade mais segura e plural”. Ainda segundo Taiane, nesse primeiro momento, eles vão lutar por mais empregos, principalmente a pessoas transexuais ou travestis, que são as que mais sofrem preconceito na hora de procurar uma ocupação formal. “Gays e lésbicas, a gente até consegue colocar no mercado de trabalho formal, mas com travestis e transexuais ainda há um tabu, porque as pessoas e empresas não querem associar esse ‘corpo’ (corpo de um transexual ou travesti) à marca, ao CNPJ. Esse é o nosso maior desafio hoje”, explica. Na prática, a Coordenadoria de Diversidade já atua no mapeamento das empresas que dão oportunidades à população LGBT+. Agora, esse trabalho será ampliado com o Conselho Municipal. “Já temos o ‘Selo Santos de Diversidade’, que é uma importante ferramenta para sabermos quais empresas abrem espaço para trabalharmos. Por meio desse selo, a gente vai conseguir fazer um diagnóstico de quais empresas a gente já tem colaboradores trans e travestis”, conta. [[legacy_image_267735]] Empresas que se interessarem em ter o selo precisam realizar um cadastro aqui. Efetuado o cadastro, ela será avaliada por um comitê, que vai determinar se a empresa segue todos os critérios para obter o selo. De acordo com a Coordenadoria, um dos critérios é justamente se a empresa tem colaboradores LGBTQIA+ e/ou promove ações de combate à LGBTfobia.