Cerca de 10% do projeto foi executado, segundo a Prefeitura. Custo será pago pela Ecovias Imigrantes (Alexsander Ferraz/AT) A Estação Elevatória com Comportas (EEC) 0 (zero), capaz de bombear 18 milhões de litros de água por hora, está sendo construída no Saboó, em Santos, para combater alagamentos na Zona Noroeste. Iniciada em maio, deve ficar pronta em agosto de 2027, segundo a Ecovias Imigrantes, responsável pelo custeio. Ela terá capacidade para bombear 5 mil litros por segundo, com reservatório, poços de visita e tubulações. Executada pela Cembra Engenharia, custará R\$ 101 milhões. Cerca de 10% do projeto foi executado, segundo a Prefeitura. Por ora, há preparação do terreno e da infraestrutura. Já se limpou do canal de captação e se estabilizou o solo mediante a mistura terra e cimento por meio de jatos de alta pressão. Também está prevista a cravação de perfis metálicos para a fundação. As próximas etapas incluem escavações, implantação das tubulações, construção das estruturas operacionais e instalação dos equipamentos de bombeamento e dos sistemas elétricos e de automação. O sistema utilizará comportas e bombas para controlar o fluxo da água da chuva e evitar que a maré alta prejudique o escoamento, especialmente na região da Avenida Nossa Senhora de Fátima. O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Wagner Ramos, explica que a EEC 0 vai resolver o problema das cheias na Rua Ana Santos, pois a água que nesta quinta-feira (22) inunda a Nossa Senhora de Fátima vai ser recebida pela estação e lançada no estuário. O funcionamento será semelhante ao da EEC 7 Engenheiro Marcos Diniz, em operação desde maio de 2023. Com chuva fraca e maré baixa, as comportas ficam abertas para o escoamento natural. Na maré alta, são fechadas para impedir a entrada de água nos bairros, enquanto as bombas lançam o volume acumulado no Rio dos Bugres. Quando há chuva forte e maré alta simultaneamente, as três bombas operam em potência máxima. A EEC 0 integra o plano de remodelação da entrada de Santos, sob responsabilidade do Governo do Estado. Parte das tubulações passará por áreas da MRS Logística e da Autoridade Portuária de Santos (APS) até chegar ao estuário.