[[legacy_image_358513]] Santos teve a confirmação da primeira morte por dengue neste ano. De acordo com a Prefeitura, a notificação chegou na última sexta-feira (17) e a vítima é um homem, de 73 anos, que teve os primeiros sintomas em março. O óbito ocorreu em 18 de abril. De acordo com um exame do tipo PCR, a causa foi o vírus tipo 1. Na Cidade, há 2.218 casos confirmados. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! No total, segundo informações das prefeituras, a Baixada Santista soma 16 mortes por dengue neste ano. Em Itanhaém, se confirmou mais uma morte por dengue. Trata-se de uma mulher de 75 anos, hipertensa e com problema renal crônico, falecida em 22 de abril em um hospital de Jacareí, no Vale do Paraíba. Ela passeava com a família em Campos do Jordão, quando passou mal e foi transferida. A Cidade contabiliza quatro mortes por dengue, com 2.849 casos confirmados. Outras cidadesGuarujá registra, até o momento, três óbitos confirmados por dengue, com 6.340 casos. São Vicente soma duas mortes e 600 casos confirmados. Bertioga temuma morte e 1.990 casos. Cubatão, até dia 16, estava com 63 casos confirmados e uma morte. Praia Grande não tem mortes confirmadas por dengue, mas há 807 casos positivos. Mongaguá soma uma morte por dengue e 322 casos confirmados. Peruíbe contabiliza duas mortes e 1.268 infectados. Sem epidemiaDe acordo com o médico infectologista Evaldo Stanislau, embora haja número significativo de casos, o quadro não é de epidemia. “A dengue na região tem aparecido com um pouco mais de frequência. mas a mortalidade é baixa. A gente vê óbitos porque, em geral, ou o paciente chega tarde para ser monitorado ou já tem uma condição de base que o torne mais vulnerável, como um paciente idoso ou que já tenha alguma doença associada. Fora isso, no paciente que é adequadamente tratado, a evolução costuma ser favorável”, assegura. Stanislau acrescenta que os casos realmente começaram a acontecer um pouco mais tardiamente do que no resto do Brasil. “Numericamente, não me parece que a gente tenha a mesma magnitude de outras regiões do Brasil. E a explicação para isso é porque tivemos uma região amplamente exposta ao vírus em anos anteriores. A menos que a gente tenha uma transição demográfica com pessoas mais jovens vindo morar na nossa região e/ou a introdução de sorotipos que circularam pouco na região, é improvável que a Baixada Santista viva uma grande epidemia de dengue como em outras regiões do Brasil”, explica o médico infectologista.