[[legacy_image_261980]] A Secretaria de Saúde de Santos deve oferecer, nos próximos meses, uma nova leva de exames de imagem, a serem realizados em prestadores de serviço privados e filantrópicos que participaram de licitações. A primeira começou na segunda-feira, com 42 mil exames de imagem. O objetivo, segundo a Prefeitura, é reduzir mais depressa a demanda reprimida no SUS, ampliada pela pandemia e pela migração de pessoas que ficaram sem plano de saúde. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Foram feitas várias atas de registro de preços, por meio de licitação. Nesses 42 mil (exames), temos ultrassonografia, ultrassom com doppler, ecocardiograma, cintilografia, eletroneuromiografia, métodos gráficos (holter, mapa, eletrocardiograma), radiologia (incluindo densitometria óssea) e eletroencefalograma. São exames de que nós precisamos agora. A empresa que ganhou, sob nossa autorização, vai fazer o exame que a gente vai mandar para lá”, explica o secretário de Saúde, Adriano Catapreta. Ele lembra que, desses 42 mil exames, é possível que nem todos sejam feitos. Licitados na modalidade de ata de registro de preços, significa que a Prefeitura paga os prestadores de acordo com o total de exames realizados. “É um número estimado nessas atas. Não quer dizer que sejam 42 mil exames. Podem ser menos. Às vezes. a pessoa está na fila e, quando a gente vai verificar, já fez e não deram baixa. Hoje é mais difícil (haver discrepância), porque temos tudo no computador. Mas vamos chamar todos que estão na fila para fazer e realizar os que forem necessários. As pessoas são encaminhadas pelo serviço público de saúde e, de acordo com a disponibilidade, há chance de realizar esse exame via ata. Claro que pretendo fazer o máximo com a rede própria. Não quero gastar dinheiro com ata de registro de preços. Quero dar qualidade, de acordo com a necessidade, ao usar a ata”, frisa o secretário. Nova leva Quanto à leva de 20 mil novos exames, para os próximos meses, estarão contemplados manometria, audiometria, histeroscopia, endoscopia, colonoscopia, testes de processamento auditivo e avaliação urodinâmica. “Já estamos fazendo outras atas de registro e esperando a conclusão. Existe sempre o risco, numa licitação, de a empresa que perdeu recorrer, e isso atrasa o processo. Mas, num cenário ideal, a gente conta com isso para o segundo semestre. São sete ou oito itens. Às vezes, sai um, e não outro. Saem em tempos diferentes. Já fizemos atas separadas, com um pregão para cada, para evitar que, em caso de algum entrave, todas fiquem presas”, afirma Catapreta. Na visão do secretário, a ideia é sempre buscar driblar a burocracia presente em grande parte das licitações País afora. “Como ginecologista, estou a cada dia sendo mais advogado. Quando fui para a secretaria, colocamos dois novos advogados, para fazer uma assessoria jurídica. É isso que a gente quer: havendo formas legais de se fazer algo, vamos fazer, seja no exame, seja nas cirurgias”, aponta. Agendamento Segundo a Prefeitura, a marcação do exame pode ser realizada de duas formas pela Central de Agendamentos: proativa, quando são agendados os pacientes que estão há mais tempo na fila ou com pedido elencado como urgente; e reativa, quando o paciente, independentemente do tempo de espera pela vaga, entra em contato e faz o agendamento. A depender do exame, há pacientes mais antigos na fila desde o início de 2021. A possibilidade de agendamento telefônico está disponível desde 2019, pelo número 0800-0130013 (ligação gratuita).