[[legacy_image_209702]] O secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, admite a ampliação das barreiras subterrâneas com sacos de areia, os geobags, até a altura do Canal 5, na Praia da Aparecida. Para isso, ele conta com verba do Fundo Municipal de Preservação e Recuperação do Meio Ambiente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O secretário esteve nesta sexta-feira (23) na Ponta da Praia, onde ocorreria a vistoria da barreira instalada em 2018, como parte do Projeto Piloto para Mitigação e Monitoramento dos Efeitos Erosivos da Ponta da Praia, que acabou prejudicada pela alta da maré, com ondas de até dois metros. Com 2,75m e 49 sacos de geotêxtil em formato de ‘L’, os geobags estão instalados em linha reta em frente à praia, a partir da mureta na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima. “Poderia ser nessa base. Até o Canal 5, já existe essa necessidade. A gente percebe um degrau formado entre a calçada e a faixa de areia, que está cada vez mais baixa. É necessário, de alguma maneira, manter a areia ali, até por segurança dos pedestres”, afirma o secretário. Libório entende que o dinheiro destinado à ampliação da barreira deveria vir de multas ambientais e compensações via Termo de Ajustamento de Condutas (TACs). “A primeira fase do projeto-piloto foi possível por meio do Fundo. Com o direcionamento desses recursos, a gente consegue ter caixa para investir na melhoria ambiental da própria Cidade. É no que a gente vem insistindo. Seria um reforço de caixa para pesquisa, melhorias e adaptações possíveis”, justifica. VistoriaO titular da Secretaria de Meio Ambiente afirma que foi realizada uma inspeção apenas visual, que atestou a integridade dos geobags instalados. “Os pesquisadores entraram no mar, conseguiram fazer uma inspeção visual, e perceberam que há acúmulo de areia na área protegida pelos bags. Mas não foi possível fazer as medições porque o equipamento é de precisão e o mar não permitiu estabilidade”, explica, “Foi por segurança da tripulação e do equipamento. É quase um levantamento topográfico dessa área compreendida pelos bags”. Na semanaProfessor e pesquisar da Unicamp, Tiago Zenker Gireli, explica que a outra parte da vistoria deve ficar para a próxima semana, possivelmente na sexta-feira. Ele lista alguns dados positivos já aferidos pelo projeto. “A gente tem, principalmente no trecho próximo à antiga rampa do Aquário, a reversão de uma situação que era um recuo de 7 a 10 metros por ano. Hoje, temos um acréscimo de cerca de 1 metro por ano, desde 2018, nesse trecho protegido pelos bags. SolapamentoO pesquisador lembrou que o trecho do calçadão que foi danificado na ressaca do último dia 11 não conta com a proteção. “Os trechos, como esse que teve o solapamento da calçada, tinham um recuo de 5 metros por ano. O recuo diminuiu para a ordem de 1,5m por ano, mas continuou recuando. Porque não está atrás da obra, mas do lado. Então, ela não consegue protegê-lo, principalmente quando as ondas vêm mais de Sudoeste, direção da Ponta da Praia, e não tão de frente”.