[[legacy_image_206697]] A ressaca que ocorreu neste domingo (11) e destruiu parte da calçada da orla da Ponta da Praia, em Santos, fará o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, avaliar a possibilidade de estender o sistema de proteção existente até as proximidades do Canal 6. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Libório disse que se reunirá ainda nesta segunda (12) com técnicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para avaliar se a ressaca afetou os sacos de areia (bags) submersos na água, há quatro anos, para evitar danos causados por erosão e ressacas. O secretário salientou que o trecho prejudicado, na altura do Aquário, não é abrangido por esses sacos – eles integram um projeto piloto iniciado em 2018 e que consiste numa barreira de mais de 500 metros, em formato de L, montada em um trecho da Ponta da Praia. O projeto foi desenvolvido pela universidade e pago com dinheiro de uma multa ambiental. Para ampliar o trecho coberto pelas bags até o Canal 6, são necessários um novo projeto e dinheiro. “Mas não há esse projeto nem recursos no momento”. O secretário explicou que, conforme informações preliminares, o trecho em que há os sacos de areia não teve danos, mas isso será avaliado com precisão a partir de hoje. No Deck do Pescador, uma canoa foi danificada pela força da maré. Segundo Libório, o prejuízo ocorreu em outro pedaço sem cobertura por bags. “Não existe solução única. Na parte do Canal 6 temos feito o engordamento (da faixa) de areia, retirando de trechos como o Canal 2, por exemplo, e levando para lá. Isso recompõe e minimiza a maré, mas nada está descartado. Precisamos ver como as bags se comportaram e também repensar a sua extensão até o Canal 6”, reforçou. [[legacy_image_206698]] O projetoO tapete de sacos existente tem 49 bags com cerca de 300 toneladas de areia. A proposta foi feita a partir de estudos desenvolvidos na Unicamp. As estruturas submersas estão instaladas a partir da mureta da orla, na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima. Uma delas segue mar adentro por 275 metros, e outra, de forma paralela ao muro e em direção ao Canal 6, com 240 metros de extensão. Elas formam um muro submerso, que tem como objetivo diminuir a energia das ondas que chegam à praia para reduzir os impactos na orla. Em junho, Libório afirmou para A Tribuna que o saldo do projeto, até então, era positivo. No entanto, ele já sinalizava dificuldade em lidar com a força da maré. “Vai resolver? Não sabemos ainda. Dentro da linha de tempo, a gente não sabe, mas é um projeto piloto que pode ser um sinalizador (de eficácia)”, disse ele, na época. [[legacy_image_206699]] Atrai genteO domingo (11) amanheceu com partes do calçadão da Ponta da Praia quebradas por causa da ressaca. Em nota, a Prefeitura informou que uma equipe da Defesa Civil vistoriou o local, e a área foi isolada e sinalizada. Ninguém se machucou. A situação do espaço danificado, diante do Aquário, atraiu curiosos, que fotografavam as ondas batendo nas muretas. A administradora Katia Valente, de 43 anos, e a enteada, Luiza Helena, de 7, aproveitaram para tirar fotos. Luiza fez das muretas alagadas um palco. Ela brincou com a água, mas não entrou: ficou em terra. Enquanto se divertia, o pai, o mergulhador Dennis Gustavo, de 46 anos, estava no mar para surfar. “A onda está torta, não está boa agora. Mas estamos acostumados, já, a ver ressaca assim. Geralmente, traz ondas boas. Vamos ver mais tarde”, afirmou ele, ao sair da água. Dezenas observaram os efeitos da ressaca. O mar chegou, por vezes, a atingir aquele trecho da Avenida Bartolomeu de Gusmão, mas a invasão pela água se limitou à pista sentido Ferry Boat. MAIS RESSACA Para esta segunda-feira (12), segundo o Núcleo de Pesquisas Hidro-dinâmicas da Universidade Santa Cecília (Unisanta), há nova previsão de ressaca e ondas fortes, que ocorreriam às 3 horas da madrugada.