[[legacy_image_206963]] A Prefeitura deve realizar nos próximos dias uma vistoria na barreira de sacos de areia (geobags) instalada há quatro anos, em um trecho da Ponta da Praia, para avaliar se a estrutura foi danificada pela ressaca do final de semana. A força das ondas causou estragos na calçada da orla, próxima ao Canal 6, em uma área não coberta pelo Projeto Piloto para Mitigação e Monitoramento dos Efeitos Erosivos da Ponta da Praia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, assim que as condições meteorológicas permitirem será feita uma inspeção com mergulhadores para verificar a estrutura dos geobags. Nesta segunda (12), ele se reuniu com os representantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para discutir as consequências da ressaca. “Ficou claro que a área abrigada pelos bags sofreu menos impactos. Teoricamente, funcionou bem a estrutura dos geobags, e isso é um fator positivo. O evento (ressaca) é importante para que a gente possa aferir a eficiência do projeto piloto”, disse Libório, que nesta terça (13) fez nova vistoria no local com funcionários da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp). Ainda na segunda, 20 funcionários da Seserp isolaram com tela plástica de segurança e tapume de madeirite os trechos do calçadão da Ponta da Praia que sofreram solapamento em função da ressaca, com ondas de mais de 2,5 metros na madrugada de domingo. Verificação Segundo o professor e pesquisador, Tiago Zenker Gireli, um dos responsáveis pelo projeto, uma equipe da Unicamp deve vir a Santos na próxima semana para avaliar a estrutura. “Os trechos abrigados (pelos geobags) não tiveram dano, somente perda de areia. Entre o Canal 6 a e extremidade da obra, sim, perda significativa de areia, que é normal escorregar para a parte submersa do perfil e retornar com as ondas. Teria que fazer um levantamento para verificar quanto dessa areia se perdeu e quanto está na parte submersa do perfil”. Gireli explicou que a ressaca do final de semana passado não foi a maior que a barreira já suportou desde a sua instalação, mas uma característica chamou a atenção. “Não é a ressaca de maior energia que a estrutura enfrentou, mas aparentemente foi uma ressaca com direção de onda mais parecida com a de 2016, que destruiu o deck dos pescadores, mais de sudoeste”, comparou. Alarme falso A Reportagem enviou ao pesquisador Tiago Gireli, da Unicamp, uma foto enviada à redação por um leitor, do que supostamente seria o pedaço de um dos geobags instalados na Ponta da Praia, encontrado próximo à mureta da praia. Mas ele negou que o material fosse de um dos sacos de areia. “O tecido aparentemente está sem nenhuma incrustação, sem nenhuma evidência de organismos marinhos que estejam se desenvolvendo nele, o que não condiz com o material de proteção dos geobags. É mais provável que seja um pedaço de manta usada na construção do bloco de concreto”.